• Home
  • Economia
  • Tether busca avaliação de US$ 500 bi e reacende a pergunta: o que fazem as stablecoins?

Tether busca avaliação de US$ 500 bi e reacende a pergunta: o que fazem as stablecoins?

Investidores têm demonstrado interesse no mercado de stablecoins, o dinheiro digital que os entusiastas acreditam que um dia poderá substituir o dinheiro físico. Elas geralmente não são vistas como investimentos em si — aquelas atreladas ao dólar devem custar um dólar e valer um dólar, mais ou menos — mas o mercado de stablecoins está atraindo dinheiro.

Considere os dois maiores emissores globais de stablecoins. A Tether Holding buscou recentemente um acordo no mercado privado que avaliaria a empresa em US$ 500 bilhões, em linha com a capitalização de mercado da Visa e da Mastercard e rivalizando com o valor privado da OpenAI. As ações da Circle Internet Group já subiram mais de 350% desde o IPO, e hoje a empresa vale perto de US$ 35 bilhões no mercado.

As stablecoins são usadas principalmente para negociação de criptomoedas, servindo como moeda base para a compra de bitcoin e outros ativos. Mas seus defensores argumentam que seus outros usos, como pagar funcionários, comprar café ou manter valor em tesourarias corporativas, podem fazer o que os serviços bancários e cartões de crédito fazem, só que mais rápido, apresentando oportunidades que somam trilhões de dólares.

As stablecoins são uma forma de moeda digital, geralmente atrelada a uma moeda fiduciária como o dólar, e que seus defensores acreditam ser o futuro do dinheiro. Enquanto essa questão se consolida, algumas empresas já avançaram no desenvolvimento de suas próprias moedas, o que levou a avaliações bilionárias para seus negócios. A concorrência e a legislação, no entanto, serão fatores determinantes para definir quem sairá vitorioso nesse mercado.

Os grandes bancos “estarão envolvidos” no setor de stablecoins.

Agora, os investidores têm a difícil tarefa de determinar se as maiores emissoras de stablecoins conseguirão competir com bancos e gigantes do e-commerce para conquistar participação nos mercados de pagamentos e outros que não sejam explicitamente de criptomoedas, sustentando assim suas avaliações. “Estaremos envolvidos”, disse Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, em uma recente teleconferência.

Tether e Circle operam com modelos de negócios parecidos: ambas ganham dinheiro com os juros gerados pelas reservas que mantêm para lastrear suas stablecoins. Elas adquirem mais quando os usuários compram as stablecoins e vendem quando elas são resgatadas. Taxas de juros mais baixas podem significar um impacto negativo na receita, mas também podem estimular as negociações, o que poderia impulsionar os negócios. A demanda por criptomoedas pode aumentar a demanda por stablecoins usadas para facilitar as negociações, mostram os dados.

A Circle gerou US$ 658 milhões no segundo trimestre, dos quais 96% foram receita de reservas, e um prejuízo líquido de US$ 482 milhões devido a despesas não monetárias relacionadas ao IPO. Suas reservas são administradas pela BlackRock e sua taxa de reserva para o trimestre foi de 4,1%. A Tether, uma empresa privada, não divulga seus dados financeiros, mas seu relatório trimestral não auditado mais recente mostra um lucro líquido de US$ 4,9 bilhões no segundo trimestre.

Embora os Estados Unidos tenham aprovado em julho a Lei de Orientação e Estabelecimento da Inovação Nacional para Stablecoins dos EUA, também conhecida como Lei GENIUS, os emissores de stablecoins ainda estão em conflito com o setor bancário. A lei proíbe os próprios emissores de repassarem os rendimentos aos detentores de stablecoins, mas não impede explicitamente que corretoras de criptomoedas ofereçam aos detentores de USDC da Circle uma recompensa de 4,1%, apenas um ponto percentual abaixo das melhores taxas de contas poupança do país.

Aí reside uma das principais questões: os bancos temem que os rendimentos das stablecoins incentivem as pessoas a retirarem seus depósitos de contas poupança em busca de rendimentos iguais ou melhores do que os que eles oferecem. Agora, o Departamento do Tesouro se envolveu, solicitando a opinião pública sobre assuntos como impostos e a aplicação das normas de combate à lavagem de dinheiro.

E não são apenas os bancos que querem entrar nesse mercado: empresas como Amazon.com e Walmart estão considerando emitir suas próprias stablecoins.

Fonte: Investopedia

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Um novo ativo de luxo para quem já possui mais de US$ 100 milhões

No universo dos grandes patrimônios, o nome Knightsbridge Circle circula em voz baixa, e entre…

Governo de Mato Grosso divulga balanço de incêndios com foco em balanço de incêndios florestais

Governo de Mato Grosso divulga balanço de incêndios com foco em balanço de incêndios florestais…

Governo federal destrava R$ 501 milhões para Ministério das Cidades e amplia emendas

O governo federal abriu uma exceção no Orçamento de 2025 e liberou recursos apenas para…