O programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” passará por uma significativa expansão, incluindo uma nova faixa de renda para atender famílias que ganham até R$ 12 mil mensais.
Jader Filho, ministro das Cidades, anunciou que o programa tem como meta entregar aproximadamente 3 milhões de imóveis até 2026.
De acordo com Filho, a decisão de ampliar o programa para incluir a classe média surgiu de um pedido do presidente Lula, mas foi intensificada devido a problemas no mercado imobiliário.
“Com a taxa de juros muito elevada, muitos recursos estão saindo da poupança e indo para outros investimentos, o que está fazendo com que a poupança se fragilize”, explicou o ministro à CNN.
Diagnóstico e soluções
O Ministério das Cidades identificou que, até 2025, cerca de R$ 30 bilhões devem sair da poupança, principal fonte de financiamento para a classe média.
Para evitar que essas famílias fiquem desassistidas, o governo criou uma nova faixa no programa, com condições mais atrativas.
A nova faixa, que pode ser considerada como “Faixa 4”, oferecerá taxas de juros de 10,5%, abaixo do que vinha sendo praticado por instituições financeiras como a Caixa Econômica Federal (11,5%) e o Itaú (12%). Além disso, o prazo para financiamento foi estendido para até 420 meses.
Com o aporte de R$ 30 bilhões, o ministro estima que será possível atender 120 mil famílias brasileiras ainda este ano.
“Nós já reavaliamos essa meta, nós já estamos apontando para uma meta de 2 milhões e meio de novas unidades habitacionais nesses quatro anos”, afirmou Filho.
A expansão do programa representa um esforço do governo para enfrentar o déficit habitacional no país e, ao mesmo tempo, estimular o setor da construção civil.
Com a inclusão da classe média, o “Minha Casa, Minha Vida” busca se tornar uma solução mais abrangente para o problema da moradia no Brasil.