A Vólus encerrou 2025 com R$ 2 bilhões em transações, avanço de 22% sobre o volume registrado no ano anterior, e traça um plano de crescimento mais agressivo para 2026, quando pretende expandir sua atuação no setor financeiro e iniciar sua internacionalização.
Com 25 anos de operação, a companhia vem ampliando sua presença no mercado de gestão de despesas corporativas, sustentada por um portfólio que reúne mais de 30 soluções voltadas a empresas de diferentes portes. A estratégia combina oferta de benefícios, gestão de frotas e ferramentas digitais, em um movimento que busca posicionar a empresa como uma plataforma financeira integrada.
Segundo Antonio de Faria, vice-presidente da empresa, o crescimento está ancorado em um modelo de atendimento próximo, baseado na especialização e na personalização das soluções. A proposta, afirma o executivo, é compreender as necessidades específicas de cada cliente para entregar serviços mais aderentes à operação das companhias.
A origem da empresa remonta ao início dos anos 2000, quando o empresário Glorivan Parreira identificou ineficiências no modelo de adiantamento salarial feito por meio de tíquetes em papel. A criação da Brasilcard, posteriormente rebatizada como Vólus em 2019, marcou a introdução do cartão magnético nesse processo, abrindo caminho para a evolução da companhia no segmento de meios de pagamento corporativos.
Ao longo dos anos, a empresa avançou em sua expansão geográfica e consolidou presença em todas as regiões do país, com maior penetração em mercados como Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Mais recentemente, passou a concentrar esforços no amadurecimento de sua plataforma e na ampliação da base de clientes, que hoje inclui mais de 20 mil empresas e atinge cerca de 2,5 milhões de usuários.
Para 2026, a expectativa é elevar o volume transacionado para R$ 3 bilhões, o que representaria um crescimento próximo de 50%. Dentro desse plano, a companhia também aguarda autorização do Banco Central do Brasil para atuar como instituição de pagamento, movimento que pode ampliar seu escopo regulatório e permitir maior autonomia na oferta de serviços financeiros.
A agenda de crescimento inclui ainda a expansão internacional. A empresa projeta iniciar operações no Paraguai no segundo semestre, em um primeiro movimento fora do Brasil. Para viabilizar essa etapa, a estratégia prevê a adoção da bandeira Mastercard, o que permitirá o uso internacional dos cartões emitidos pela companhia.
De acordo com Gabriel Parreira, diretor de produtos e novos negócios, a expansão para novos mercados e a diversificação das soluções fazem parte de um reposicionamento estratégico. A intenção é avançar além do modelo tradicional de benefícios corporativos e ampliar a atuação no ecossistema financeiro.
O desempenho recente também reflete a diversificação do portfólio. No segmento de benefícios, o ticket médio gira em torno de R$ 400, enquanto na frente de gestão de frotas, que inclui abastecimento e manutenção de veículos e aeronaves, o valor médio alcança aproximadamente R$ 2.100.
A operação é sustentada por uma rede de cerca de 50 mil estabelecimentos credenciados e por parcerias com empresas do setor de pagamentos e adquirência, como Cielo, Rede, Sicredi, PagBank e Caixa Econômica Federal. Essa estrutura amplia a capilaridade da operação e reforça a presença da empresa no mercado nacional.
Com base nesse conjunto de iniciativas, a Vólus busca consolidar sua transição de uma operadora de benefícios para uma plataforma financeira mais abrangente, inserida em um setor que passa por forte transformação e maior competição no Brasil.


