Santo Antônio de Leverger articula criação de Distrito Industrial impulsionado por avanço da ferrovia estadual


O planejamento estratégico para atrair grandes complexos fabris e diversificar a matriz econômica da Baixada Cuiabana avançou no setor produtivo. Em reunião realizada na segunda-feira (18), lideranças políticas, gestores municipais e empresários se reuniram para alinhar as primeiras etapas técnicas voltadas à implantação do primeiro Distrito Industrial de Santo Antônio de Leverger.

O encontro ocorreu na sede da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic) e marcou o início de uma força-tarefa institucional. O objetivo do grupo é acelerar os trâmites de demarcação de terras, licenças ambientais e captação de incentivos fiscais para consolidar o município como um polo de processamento de matérias-primas e distribuição de mercadorias em Mato Grosso.

Proximidade com trilhos da ferrovia estadual acelera corredor logístico

O plano diretor elaborado pela prefeitura prevê a fixação do complexo industrial em uma área estratégica marginal à rodovia local. O grande diferencial competitivo do projeto é a proximidade com o traçado da nova ferrovia estadual, cujos trilhos avançam em direção à região metropolitana de Cuiabá. A chegada do modal ferroviário criará um ecossistema logístico ideal para o escoamento de grãos, carnes e produtos industrializados do Vale do Rio Cuiabá diretamente para os portos marítimos do país.

Diante do potencial de arrecadação do projeto, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, assumiu o compromisso de liderar a articulação financeira no parlamento. O deputado garantiu que vai propor uma emenda parlamentar conjunta e impositiva à Lei Orçamentária Anual (LOA) para carimbar recursos públicos específicos que arquem com as obras de asfalto, saneamento e eletrificação do novo distrito.

“Estamos diante de uma oportunidade de mercado que Santo Antônio de Leverger não pode deixar passar. O avanço dos trilhos e a intermodalidade logística exigem uma resposta rápida do poder público para gerar empregos na própria região”, defendeu o parlamentar.

A estrutura inicial do projeto engloba os seguintes pilares de desenvolvimento:

  • Vantagem de Localização: Terrenos planos situados próximos a eixos rodoviários e ao modal ferroviário;
  • Sustentabilidade Fiscal: Criação de pacotes municipais de isenção de impostos para novas indústrias;
  • Aporte do Parlamento: Emenda orçamentária conjunta para custear as obras de infraestrutura básica;
  • Geração de Empregos: Atração de empresas de transformação para absorver a mão de obra da Baixada Cuiabana.

União entre prefeitura e setor empresarial tenta tirar o plano do papel

A prefeita Francieli Magalhães enfatizou que o suporte financeiro da Assembleia e a mentoria técnica da diretoria da Aedic são fundamentais para que o município consiga competir de igual para igual com outras cidades polo do estado. O debate também mobilizou vereadores da Câmara Municipal e coordenadores do Fórum Pró-Ferrovia, interessados em acelerar as obras civis do terminal de cargas.

Os técnicos do município devem finalizar os estudos de impacto de vizinhança e o levantamento topográfico da área escolhida nas próximas semanas. O relatório técnico servirá de base para a redação final da emenda orçamentária que tramitará nas comissões do Legislativo.

Plano de Expansão Industrial Estratégia e Infraestrutura Prevista (2026)
Foco do Projeto Criação do Distrito Industrial de Santo Antônio de Leverger
Diferencial de Mercado Conexão com rodovias e proximidade com a ferrovia estadual
Suporte Orçamentário Emenda impositiva à LOA liderada pelo deputado Max Russi
Metas Econômicas Atração de fábricas, diversificação fiscal e novas vagas de trabalho

A chegada da ferrovia estadual à região metropolitana de Cuiabá abre espaço para que municípios vizinhos deixem de ser apenas cidades-dormitório e passem a abrigar grandes polos de produção. Você acredita que a Assembleia Legislativa age de maneira correta ao destinar recursos do orçamento estadual para estruturar distritos industriais no interior, gerando emprego local, ou o dinheiro público deveria priorizar o investimento na infraestrutura turística e na preservação ambiental histórica do Vale do Rio Cuiabá? Deixe sua opinião nos comentários.

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