Lideranças políticas, empresários e representantes do setor produtivo se reuniram para discutir alternativas de desenvolvimento econômico para a região, especialmente diante do potencial logístico impulsionado pelo avanço da Ferrovia Senador Vuolo.
A proposta prevê a criação de um “corredor de integração e desenvolvimento” ao longo da rodovia estadual MT-040, ligando Santo Antônio de Leverger até as proximidades do Hospital Universitário Júlio Müller, região onde deverá ser instalado o terminal ferroviário.
Dados do Observatório de Mato Grosso, do Sistema Fiemt, apontam que Santo Antônio de Leverger possui atualmente 49 indústrias, sendo 38 microempresas, 10 pequenas empresas e uma empresa de médio porte.
A prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francieli Magalhães, defendeu a ampliação dos investimentos industriais no município como forma de gerar emprego, renda e desenvolvimento social. Ela ressaltou que a cidade possui localização estratégica, próxima à capital, mas ainda enfrenta dificuldades históricas relacionadas à falta de oportunidades econômicas.
“A nossa Baixada Cuiabana precisa de indústrias, de investimento e de pessoas com coragem para acreditar e ajudar o nosso município a crescer. Estamos tão próximos de Cuiabá e o progresso pode chegar aqui, mas, para isso acontecer, precisamos do apoio de cada um de vocês”, declarou.
O presidente do Conselho Temático de Infraestrutura e Logística da Fiemt (Coinfra) e do Sindicato das Indústrias da Construção Pesada de Mato Grosso (Sincop MT), Alexandre Schutze. Durante o debate, Schutze destacou que o Sistema Indústria pode contribuir diretamente com a qualificação profissional da população para atender às futuras demandas industriais. Segundo ele, a formação de mão de obra será fundamental para garantir o crescimento sustentável da região e ampliar a geração de oportunidades.
“O Sistema Indústria está à disposição. Temos condições de preparar futuros operários, funcionários e supervisores. Temos consciência de que a industrialização leva a sociedade a ter uma vida melhor, além de aumentar a arrecadação dos municípios para investimentos em políticas sociais”, afirmou.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, defendeu a inclusão de toda a Baixada Cuiabana no planejamento de desenvolvimento econômico e social da região metropolitana. Segundo ele, é necessário integrar os projetos de transporte, infraestrutura e indústria para garantir o crescimento regional.
“Precisamos pensar a região metropolitana. Incorporar isso em todos os projetos de transporte, desenvolvimento e indústria, porque um depende do outro e nós temos condição de fazer isso”, afirmou.
Já o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic), Domingos Kennedy, avaliou que a criação de um novo polo industrial pode fortalecer a agricultura familiar e abrir espaço para novas cadeias produtivas na Baixada Cuiabana.
Ele citou como exemplo empresas que atualmente compram insumos de outros estados, apesar do potencial produtivo da região. A mandioca foi mencionada como uma das culturas que poderiam ser incentivadas localmente para abastecer a indústria.
“Por que não fomentar essa região, melhorar a vida dessas pessoas e fortalecer a agricultura familiar? Falta muita política industrial para a nossa Baixada Cuiabana”, afirmou.
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