Acusado de queimar e matar ex-namorada em Paranatinga vai a Júri Popular na próxima terça-feira


O Tribunal do Júri da Comarca de Paranatinga (373 km de Cuiabá) julgará, na próxima terça-feira (26), às 8h, o homem acusado de atear fogo e causar a morte de sua ex-namorada em setembro de 2024.

A sessão de julgamento ocorrerá no Fórum local e contará com a atuação da promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonça Siscar, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal do município.

A sessão estava originalmente agendada para o dia 21 de maio, mas foi redesignada pelo juízo após requerimento apresentado pela defesa do réu, que contou com parecer favorável do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para a alteração da data.

O crime e a emboscada

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, o crime foi motivado pela inconformidade do homem com o término do relacionamento. O casal havia convivido maritalmente por cerca de três anos e estava separado há três meses.

“O delito foi praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar”, destacou o MPMT na peça acusatória.

No dia do crime, a vítima — que estava residindo no alojamento do frigorífico onde trabalhava — foi até a antiga casa do casal para recolher pertences pessoais. Ela chegou a ser retida no local pelo ex-companheiro, mas conseguiu sair após enviar uma mensagem de socorro com a localização para sua mãe, que interveio na situação.

Horas mais tarde, o acusado adquiriu etanol em um posto de combustíveis da cidade e armou uma emboscada. Ele ligou para a ex-namorada alegando falsamente que havia sofrido um acidente e precisava de ajuda. Sensibilizada, ela retornou ao local. Após uma nova discussão, o homem jogou o combustível sobre a vítima e acendeu o fogo, impossibilitando qualquer chance de defesa. Ambos sofreram queimaduras, mas a mulher teve lesões de 2º e 3º graus em aproximadamente 90% do corpo. Ela foi transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permaneceu internada em estado gravíssimo, vindo a falecer dias depois.

Histórico de controle, perseguição e prisão

Além do crime de feminicídio qualificado, a instrução processual apontou que o acusado submetia a mulher a uma rotina de monitoramento e controle emocional. A investigação policial revelou que o homem havia clonado o aparelho celular da vítima para acessar suas conversas privadas e rastrear sua localização em tempo real. Ele também utilizava ameaças de suicídio como mecanismo de chantagem psicológica e restrição de liberdade.

O réu cumpre prisão preventiva desde setembro de 2024, época em que foi capturado pelas forças de segurança. Ele permanece detido no Centro de Custódia de Cuiabá aguardando a deliberação do Conselho de Sentença.

Google Notícias

Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.



Source link

Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.