Bombeiros resgatam trabalhador após queda de telhado de 4 metros de altura em Cáceres


Um grave acidente de trabalho mobilizou as equipes de resgate na região Oeste do estado. Na tarde desta terça-feira (27), o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado às pressas para socorrer um trabalhador de 35 anos que despencou de uma altura estimada em aproximadamente quatro metros. O fato ocorreu no perímetro urbano do bairro Marajoara, localizado no município de Cáceres.

Os militares lotados na 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) receberam o chamado na central de emergências por volta das 14h30. De acordo com o prontuário da corporação, a vítima desempenhava atividades de manutenção civil quando perdeu o equilíbrio e caiu do telhado da edificação, impactando violentamente contra o solo.

Vítima é encontrada consciente, mas apresentava fortes dores na pelve e região dorsal

Ao interceptarem o endereço indicado, os socorristas constataram que, apesar do forte impacto decorrente da queda livre, o homem permanecia consciente, orientado e responsivo aos estímulos verbais. Durante o protocolo de varredura e avaliação física inicial, os bombeiros identificaram escoriações cutâneas no membro superior direito, especificamente na região do cotovelo, além de queixas de dores agudas e intensas localizadas na região dorsal, na pelve e na articulação do quadril.

Devido à cinemática do trauma e ao risco iminente de lesões ocultas na coluna vertebral ou fraturas internas na bacia, a guarnição adotou rigidamente os protocolos padrão de Atendimento Pré-Hospitalar (APH). Os bombeiros realizaram a monitorização contínua dos sinais vitais da vítima, seguida pelos procedimentos de imobilização preventiva com o uso de colar cervical e prancha rígida para garantir a total estabilização neurológica e ortopédica do trabalhador ainda no canteiro de obras.

Os procedimentos de socorro e o fluxo de encaminhamento do trabalhador reúnem:

  • Acionamento Rápido: Resposta tática da 2ª CIBM de Cáceres por volta das 14h30 no bairro Marajoara;
  • Quadro Clínico Inicial: Paciente consciente, apresentando escoriações no braço e suspeita de traumas internos;
  • Protocolo de APH: Imobilização completa com equipamentos de salvamento para proteção da coluna dorsal;
  • Destinação Médica: Transporte de urgência até o Hospital Regional para exames de imagem e tomografia.

Bombeiros encaminham trabalhador ao Hospital Regional de Cáceres para exames de imagem

Após receber os cuidados emergenciais de suporte básico à vida, o homem foi acometido na viatura de resgate e transportado sob monitoramento até o Hospital Regional de Cáceres. Na unidade hospitalar de alta complexidade, o paciente foi entregue aos cuidados da equipe médica plantonista para a realização de exames clínicos complementares, como radiografias e tomografias computadorizadas, fundamentais para descartar hemorragias ou fissuras ósseas e definir a continuidade do tratamento.

A ocorrência serve como um alerta para a necessidade de uso rigoroso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como cintos de segurança tipo paraquedista e linhas de vida, em atividades que envolvam alturas elevadas. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso reforça que, em casos de acidentes com quedas, a população jamais deve tentar movimentar a vítima por conta própria, devendo acionar imediatamente o socorro profissional pelo telefone de emergência 193.

Ficha Técnica do Resgate Informações Gerais e Protocolo de Trauma (2026)
Idade da Vítima Socorrida 35 anos de idade
Natureza e Gravidade do Fato Acidente de trabalho (Queda de aproximadamente 4 metros)
Sintomas e Traumas Relatados Escoriações no braço e fortes dores no quadril, pelve e dorso
Localidade do Acidente Bairro Marajoara, Cáceres (MT)
Unidade de Resgate e Destino 2ª CIBM (Corpo de Bombeiros) / Hospital Regional

A resposta ágil da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros foi vital para garantir a estabilização correta e segura do trabalhador em Cáceres, evidenciando que o preparo técnico pré-hospitalar em casos de queda é o fator determinante para evitar sequelas permanentes na coluna ou no quadril das vítimas, embora o episódio acenda uma discussão necessária e preocupante sobre a informalidade e a negligência na segurança do trabalho na construção civil em nossos municípios, onde muitos operários realizam reparos em telhados e fachadas completamente desprovidos de amarras, andaimes adequados ou cabos de ancoragem protetivos, arriscando a própria vida diariamente em troca de diárias autônomas. Você considera que as prefeituras e os órgãos de fiscalização do trabalho deveriam aplicar multas mais pesadas e paralisar obras residenciais que não fornecem proteção adequada aos operários, ou acredita que a conscientização e a responsabilidade individual de cada prestador de serviço sobre os riscos da profissão devem prevalecer? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

Google Notícias

Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.



Source link

Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.