O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o dia 2 de junho o julgamento do recurso apresentado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, contra a decisão que o condenou à inelegibilidade até 2030.
Em março deste ano, o TSE decidiu pela condenação de Castro e determinou a realização de eleições indiretas para o chamado mandato-tampão no governo fluminense. Nesse modelo, a escolha do novo governador ocorre por meio de votação entre os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Após a decisão, o PSD recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo a realização de eleições diretas. Um dia antes do julgamento que resultou na condenação, Claudio Castro renunciou ao cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização necessário para disputar uma vaga no Senado.
A saída antecipada do então governador foi interpretada por setores políticos como uma tentativa de viabilizar eleições indiretas em vez de uma nova votação popular. Pela legislação eleitoral, Castro poderia permanecer no cargo até o dia 4 de abril.
O STF aguarda a análise do recurso no TSE para decidir se a sucessão no governo do Rio de Janeiro ocorrerá por eleições diretas ou indiretas.
A definição sobre o novo governador se tornou necessária porque a linha sucessória do estado está incompleta. O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, ocupa interinamente o comando do governo estadual.
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