Mato Grosso gerou 186 empregos formais em abril de 2026, segundo os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse é o pior saldo do ano.
Três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado no quarto mês do ano. O setor da Construção foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 1.871 vagas. Em seguida aparecem os Serviços (1.064 postos) e a Indústria (660). O desempenho negativo foi registrado no Comércio (-475) e na Agropecuária (-2.934).
Cuiabá foi o município mato-grossense com maior saldo de empregos formais em abril, tendo gerado 1.046 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Sinop (516), Barra do Bugres (478) e Lucas do Rio Verde (352).
No recorte por gênero, as mulheres tiveram saldo positivo em abril e os homens registraram saldo negativo em Mato Grosso. Levando-se em conta as admissões e os desligamentos, os saldos apontam resultado positivo de 900 postos com carteira assinada preenchidos por mulheres e -714 vagas relativas aos homens.
No que diz respeito à faixa etária, o maior saldo dos postos gerados em Mato Grosso no período foi de vagas ocupadas por jovens de até 17 anos, que preencheram 890 postos formais. Na análise sobre grau de instrução, o maior saldo dos vínculos no estado em abril foi de pessoas com ensino médio completo, que preencheram 1.389 vagas.
NACIONAL – O mercado de trabalho brasileiro gerou 85.888 novos empregos com carteira assinada em abril de 2026. O resultado é fruto de 2,26 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos.
No acumulado do ano, de janeiro a abril de 2026, o país criou 699.762 novas vagas formais, representando um crescimento de 1,5%. Já no recorte dos últimos 12 meses, entre maio de 2025 e abril de 2026, o saldo é de 1.059.860 empregos com carteira assinada.
UNIDADES DA FEDERAÇÃO — Em abril deste ano, 24 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo. Os destaques foram São Paulo, com 20,2 mil postos, Rio de Janeiro (11.741) e Minas Gerais (8.991). As UFs com desempenho negativo foram Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396).
SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em abril de 2026 foi de R$ 2.386,56, com variação positiva de R$ 16,68 (0,7%) em relação a março. Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de R$ 42,21 (+1,8%). Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio foi de R$ 2.429,79, enquanto para os não típicos ficou em R$ 2.047,86.
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