Envio de declarações do IRPF aumentou quase 4% neste ano em MT


A corrida para prestar as contas com o Leão do Imposto Renda chegou ao fim, na última sexta-feira, dia 29 de maio. Do total esperado pela Receita Federal, para Mato Grosso, o saldo superou em 3,84% o esperado. Conforme estatísticas da Receita, foram contabilizadas 892,2 mil declarações de pessoas físicas dentro do prazo. Eram esperados 859,8 mil documentos.

Desse total, 61,9% dos contribuintes mato-grossenses têm imposto a restituir, 16,7% a pagar e 21,5% sem imposto.

O relatório geral mostra ainda que 66,6% das declarações foram do modelo pré-preenchidos, 40,7% dos contribuintes é do sexo feminino, 56,2% foram de declarações simplificadas, 44 anos foi a idade média dos declarados e 8,5% de declarações retificadoras.

Quem não enviou a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

SISTEMA VOLTOU – Quem perdeu o prazo de entrega do Imposto de Renda 2026 ainda pode regularizar a situação junto à Receita Federal.

O período oficial para envio da declaração terminou às 23h59 do dia 29 de maio de 2026, mas o sistema voltou a receber documentos ontem (01/06), permitindo que os contribuintes façam a entrega em atraso.

Quem perdeu o prazo continua podendo enviar a declaração pelos canais da Receita Federal, mas estará sujeito à cobrança de multa e juros pelo atraso.

MUDANÇA GRADUAL – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que em dois ou três anos não será mais necessário aos contribuintes brasileiros fazer a declaração do Imposto de Renda. A novidade, caso se confirme, se deve às mudanças que vêm sendo implementadas pelo governo federal, no sentido de automatizar procedimentos.

Em março, Durigan já havia acenado com essa possibilidade, após ter demandado à Receita Federal o desenvolvimento de um sistema automatizado capaz de reunir informações financeiras dos contribuintes, o que dispensaria o preenchimento manual da declaração.

O ministro informou que a mudança deverá ocorrer em dois ou três anos. “Não é possível que, com todo mundo já tendo declarado no dia a dia suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar, gastar tempo útil da sua vida – seja de trabalho, seja de descanso – para prestar informações que, muitas vezes, a gente já tem”, afirmou.

“Então veja, no ano que vem eu quero aumentar essa desobrigação; esse alívio para as pessoas. Espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem [a necessidade de fazer a] declaração de Imposto de Renda”, acrescentou.

SISTEMA AUTOMÁTICO – A demanda apresentada pelo ministro à Receita Federal prevê a integração de dados já disponíveis em bases oficiais e privadas, como informações bancárias, registros de empresas e dados de planos de saúde.

Com isso, o contribuinte passaria apenas a revisar e validar os dados apresentados pelo sistema.

O modelo seria uma evolução da declaração pré-preenchida, que tem sido ampliada nos últimos anos e, segundo estimativas do Fisco, deve alcançar cerca de 60% dos contribuintes.

“Como a gente tem um país informatizado, essas informações vão sendo colocadas no sistema, e a pessoa precisa validar simplesmente”, disse, em março, o ministro da Fazenda.

Atualmente, a declaração pré-preenchida já reúne dados como rendimentos, bens, investimentos e deduções.

Ainda assim, a Receita Federal orienta os contribuintes a conferirem as informações, já que os dados são fornecidos por terceiros.

A proposta do governo é ampliar gradualmente esse modelo até que o envio manual deixe de ser necessário.

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