O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo, intensificou a fiscalização sobre as rodovias estaduais após receber denúncias graves sobre a precariedade das estradas no Vale do Arinos. A ação responde a um clamor de vereadores da região que buscam soluções urgentes para o abandono da infraestrutura.
Durante a audiência, o conselheiro revelou que o TCE-MT já percorreu 1.800 quilômetros vistoriando pessoalmente as condições de pavimentação. O objetivo central da iniciativa é garantir que o dinheiro público seja aplicado com eficiência e que as obras entregues não se deteriorem meses após a inauguração.
O drama do Vale do Arinos
Vereadores de Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Juara apresentaram um dossiê detalhando buracos profundos, pontes com estruturas cedendo e a falta total de sinalização nas rodovias MT-010, MT-220 e MT-338.
Os parlamentares denunciaram que trechos recém-entregues já apresentam falhas graves, mesmo com empresas contratadas para a manutenção contínua. Segundo os relatos, o custo elevado dos pedágios não condiz com a segurança oferecida aos motoristas que transitam pelo local.
As inspeções do TCE-MT já atingiram a marca de 1.800 km percorridos, revelando um padrão de deterioração precoce em obras entregues recentemente pelo governo estadual.
A força da fiscalização
O presidente do órgão garantiu a abertura de um canal direto para receber demandas das Câmaras Municipais, reconhecendo o papel fundamental dos vereadores na fiscalização das pontas do sistema. O Tribunal busca agora analisar contratos, projetos e medições de obras suspeitas.
Além do Vale do Arinos, outras regiões como o Norte, Nordeste e Noroeste estão na mira. Na MT-170, por exemplo, uma auditoria foi aberta após a constatação de falhas em um trecho de 50 quilômetros que custou cerca de R$ 130 milhões aos cofres públicos.
O TCE-MT abriu auditorias específicas na MT-170 para apurar a responsabilidade das empresas contratadas sobre os R$ 130 milhões investidos que não resistiram ao tempo.
Impacto no seu bolso
A má qualidade das estradas em Mato Grosso não afeta apenas o motorista, mas atinge diretamente o bolso do consumidor. Rodovias precárias encarecem o frete, atrasam o escoamento da safra e aumentam os custos de manutenção dos veículos. No Vale do Arinos e em todo o estado, a cobrança por asfalto de qualidade é, acima de tudo, uma luta pela redução do Custo Brasil e pela preservação de vidas no trânsito.
Quer saber mais sobre o andamento das fiscalizações e como o dinheiro público está sendo aplicado em infraestrutura? Acompanhe as próximas reportagens sobre obras públicas aqui no CenárioMT.
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