PF intercepta submetralhadora israelense enviada pelos Correios e prende homem em Mato Grosso


Uma operação tática da Polícia Federal em Mato Grosso resultou na prisão em flagrante de um homem por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito na última sexta-feira (12).

A ação ocorreu no município de Rondonópolis, região sul do estado, logo após os agentes interceptarem uma encomenda postal que transportava uma submetralhadora de fabricação israelense de alto poder de fogo.

O flagrante foi desencadeado a partir de um alerta emitido pelo setor de segurança dos Correios, que identificou um pacote com conteúdo suspeito durante o fluxo rotineiro de triagem e inspeção de cargas em uma de suas unidades operacionais.

Raio-X aponta armamento e PF simula entrega

Ao submeter a caixa ao scanner de raio-X, os operadores dos Correios constataram que a imagem do objeto interno possuía silhueta e características idênticas às de uma arma de fogo de cano curto. O rastreamento da etiqueta indicou que o material bélico havia sido postado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e tinha como endereço de entrega uma residência urbana em Rondonópolis.

Diante do cenário de crime federal, a Polícia Federal foi acionada e optou pela estratégia do acompanhamento controlado. Os agentes monitoraram todo o deslocamento logístico da encomenda até o destino final, aguardando o exato momento em que o verdadeiro destinatário assinaria o recebimento e tomaria posse do pacote.

Apreensão de submetralhadora e carregadores

Assim que o homem recebeu a encomenda e realizou a abertura do embrulho, os policiais federais efetuaram a abordagem. No interior da caixa, foram localizados e apreendidos:

O armamento, classificado pela legislação brasileira como de uso restrito devido ao seu potencial de destruição e cadência de disparos, não possuía nenhum tipo de guia de tráfego, registro ou autorização das forças armadas.

Prisão em flagrante e desdobramentos da investigação em MT

O destinatário recebeu voz de prisão imediata e foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Rondonópolis para a lavratura do auto de prisão em flagrante. Ele responderá pelo crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, conforme as diretrizes do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003).

O caso segue sob segredo de Justiça e as investigações foram intensificadas pela PF para mapear a rota do armamento. O objetivo agora é identificar o remetente que postou a submetralhadora no Rio de Janeiro e apurar se o preso possui envolvimento com facções criminosas que atuam no tráfico de armas e em roubos a bancos em Mato Grosso hoje.

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