FIFA encerra investigação sobre VAR Shaun Evans e conclui que gesto foi involuntário


A FIFA concluiu sua investigação sobre o incidente envolvendo o árbitro de vídeo (VAR) australiano Shaun Evans e decidiu não aplicar sanções, declarando que não encontrou evidências de violação ao código disciplinar da entidade.

Em um comunicado oficial divulgado na segunda-feira (15), o comitê disciplinar independente da FIFA informou que analisou o caso após a repercussão negativa nas redes sociais e o pedido de afastamento feito pela rede Fare, organização que monitora discriminação no futebol.

Veja: Monitor de discriminação da FIFA solicita afastamento de árbitro de vídeo por gesto considerado ofensivo

O posicionamento de Shaun Evans

Em sua defesa, Shaun Evans negou categoricamente qualquer intenção política, ideológica ou discriminatória. Em declaração, ele explicou o ocorrido:

  • Movimento involuntário: Evans afirmou que o gesto foi o resultado de um “tique nervoso involuntário e subconsciente”, do qual ele não estava ciente no momento em que foi captado pelas câmeras.

  • Ausência de intenção: “Eu não fiz consciente ou intencionalmente um gesto ou símbolo de mão para comunicar uma mensagem, afiliação, jogo ou crença de qualquer tipo”, declarou o árbitro.

  • Evidências complementares: Evans também mencionou que imagens capturadas durante o restante da partida mostraram que ele repetiu o movimento diversas vezes, inclusive enquanto segurava uma caneta entre os dedos, o que reforçaria a natureza repetitiva e inconsciente do gesto.

O desfecho do caso

A entidade máxima do futebol mundial aceitou a explicação do árbitro e considerou o caso encerrado. Embora o gesto seja amplamente reconhecido como um símbolo de ódio em círculos de extrema-direita — especialmente após ter sido designado como tal pela Liga Antidifamação (ADL) em 2019 —, a FIFA concluiu que não houve conduta deliberada para transmitir uma mensagem de supremacismo ou extremismo.

A polêmica gerou um intenso debate nas redes sociais sobre a ambiguidade de símbolos digitais e a rapidez com que imagens podem ser interpretadas, muitas vezes sem levar em conta o contexto ou a intenção do autor. Com a decisão, Evans permanece à disposição para continuar seu trabalho na Copa do Mundo de 2026.

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