Wellington propõe projeto que prioriza obras paralisadas e evita desperdício de recursos


Em Mato Grosso, cerca de 2,8 mil obras públicas estão paralisadas, somando R$ 7,1 bilhões em investimentos travados

O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL-MT) apresentou nesta semana um projeto de lei complementar para fortalecer a gestão das obras públicas e combater o desperdício de recursos. A proposta estabelece que, antes da liberação de verbas para o início de uma nova obra em um município, seja apresentado um plano para concluir, retomar ou dar uma destinação adequada às obras paralisadas ou inacabadas existentes na mesma cidade.

A iniciativa altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para reforçar o planejamento, a transparência e a eficiência na aplicação do dinheiro público. A proposta dialoga diretamente com a realidade de Mato Grosso. Levantamento do Radar de Controle Público do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) aponta que o Estado possui cerca de 2,8 mil obras públicas paralisadas, que representam R$ 7,1 bilhões em investimentos travados. Desse total, aproximadamente 1,8 mil tiveram a paralisação registrada apenas nos últimos 90 dias, demonstrando a dimensão e a atualidade do problema.

As obras de infraestrutura e transporte concentram o maior número de empreendimentos interrompidos, com cerca de 1 mil obras (37%). Em seguida aparecem a educação, com 643 obras (22,8%), e a saúde, com 315 obras (11,2%), além de projetos nas áreas de esporte, saneamento, recursos hídricos e meio ambiente. Os dados reforçam o impacto das paralisações sobre serviços essenciais oferecidos à população.

Segundo Wellington, milhares de mato-grossenses convivem diariamente com escolas, creches, postos de saúde, hospitais, pontes e obras de infraestrutura que começaram, consumiram recursos públicos e nunca foram entregues.

“Não são poucos os casos de obras que ficaram abandonadas depois de milhões de reais já terem sido investidos. Quem paga essa conta é a população, que continua esperando por serviços essenciais que deveriam estar funcionando”, afirmou.

Para o pré-candidato, administrar bem os recursos públicos significa estabelecer prioridades e garantir que o dinheiro dos impostos gere resultados concretos para as pessoas.

“Todo mundo já viu uma obra começar com grande expectativa e depois ficar abandonada. Enquanto isso, outras são anunciadas e a população continua esperando aquilo que já deveria ter sido entregue. Nosso projeto cria uma regra de responsabilidade: antes de iniciar uma nova obra, o gestor deverá apresentar um plano para resolver a que ficou parada”, explicou.

O projeto determina que o órgão responsável apresente esse plano antes da liberação de recursos para novos empreendimentos no mesmo município. O texto preserva exceções para situações de emergência, calamidade pública, obras destinadas à proteção da vida, da saúde e da segurança da população, além de outros casos previstos em lei.

Segundo Wellington, a proposta não impede novos investimentos. O objetivo é organizar prioridades para que obras iniciadas sejam efetivamente concluídas, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência da administração pública.

“Planejar melhor é respeitar o cidadão. O dinheiro público precisa se transformar em escolas funcionando, postos de saúde atendendo, pontes concluídas e obras entregues à população. É assim que se fortalece a confiança das pessoas na gestão pública”, concluiu.



Source link

Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.