A cesta básica, em Cuiabá, encerrou o mês de junho registrando nova queda de preço em Cuiabá. Essa é a segunda semana consecutiva de retração. Desta vez, a redução de 2,17% levou o valor médio da cesta para R$ 905,59. Apesar do movimento, o valor atual consome mais de 56% do atual salário mínimo, em R$ 1.621,00.
Além do percentual de comprometimento do salário mínimo, o valor da cesta básica cuiabana está 9,72% acima do registrado em igual período do ano passado, quando o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) apurou média de R$ 825,38.
A retração de preços foi motivada pela melhora na oferta de produtos, no entanto, as pressões inflacionárias ainda impedem uma queda mais significativa no valor pago pelo consumidor, destacam os responsáveis pela Pesquisa.
“O mês de junho, apesar das oscilações, finaliza com uma melhora nas condições de abastecimento de alguns alimentos, favorecendo a redução da cesta básica. No entanto, o patamar historicamente elevado e a expressiva variação anual demonstram que as pressões inflacionárias sobre a alimentação permanecem relevantes, limitando uma recuperação mais consistente do poder de compra das famílias”.
Entre os itens que contribuíram para o recuo semanal da cesta básica, o tomate apresentou a maior variação negativa, com queda de 13,12%, atingindo o preço médio de R$ 11,62/kg. No entanto, em comparação com o mesmo período de 2025, o valor atual está 42,42% mais alto.
Conforme análise do IPF-MT, o avanço da safra, aliado à baixa qualidade dos frutos e à menor demanda, pode ter contribuído para a redução dos preços.
Pelo mesmo motivo, a batata apresentou redução de 5,33% no preço médio, passando a custar R$ 9,14/kg. O recuo foi influenciado pelo bom desempenho da safra, que ampliou a oferta do produto no mercado. Apesar da queda registrada na semana, o valor segue 74,18% acima do observado no mesmo período do ano passado.
Cenário semelhante foi observado no café, que registrou variação negativa de 3,83%, alcançando o valor médio de R$ 29,27/500 g. O avanço da safra e as condições climáticas favoráveis têm reforçado as expectativas de aumento da oferta, fator que pode ter contribuído para a redução dos preços.
Entre os três produtos que apresentaram as maiores variações na semana, o café é o único cujo preço atual está abaixo do registrado no mesmo período de 2025, com recuo de 14,42%. Apesar desse comportamento, a intensidade da redução ainda é insuficiente para compensar as pressões acumuladas ao longo do último ano sobre os demais produtos da cesta básica.
As quedas observadas nesta semana representam um alívio pontual para o consumidor, mas os expressivos aumentos anuais registrados em alguns produtos indicam que o processo de normalização dos preços ainda ocorre de forma gradual e desigual.
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