Férias coletivas em frigoríficos reduzem escala de abate e podem pressionar arroba


Novos anúncios de férias coletivas nas indústrias frigoríficas de Mato Grosso estão preocupando o setor produtivo estadual, especialmente, os pecuaristas. Com a paralisação, mesmo que temporária dos abates, o movimento interfere pontualmente no mercado local, reduz volumes de compras e poderá afetar as cotações da arroba bovina.

O alerta sobre o atual contexto estadual vem da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Em nota, a entidade “manifesta extrema preocupação” com esse momento. O mecanismo, que já havia penalizado severamente os pecuaristas da região do Araguaia no primeiro semestre, volta a ser utilizado em praças onde o produtor simplesmente não tem muitas alternativas viáveis de escoamento para o seu gado gordo.

“O reflexo dessa decisão unilateral é alarmante: na região Noroeste, o pecuarista é forçado a arcar com um grande prejuízo logístico, sendo obrigado a deslocar seus animais por até 500 km adicionais para conseguir efetuar a venda. Essa transferência de custo é inaceitável, ocorrendo no exato momento em que o campo cumpre rigorosamente o seu planejamento e tenta entregar lotes de sistemas intensivos de terminação, cujos custos diários de manutenção são altíssimos”, exemplifica a Acrimat.

Para o presidente da Acrimat, Fernando Conte, é fundamental preservar a previsibilidade do setor e, acima de tudo, não prejudicar a sólida relação comercial construída ao longo dos anos entre os pecuaristas e as plantas frigoríficas mato-grossenses. “O equilíbrio da cadeia produtiva deve ser prioridade sempre”.

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