Escola abre nas férias para alimentar crianças que dependem da merenda em Primavera do Leste


Para muitas crianças em situação de vulnerabilidade, a merenda escolar representa uma das principais refeições do dia. Durante as férias, quando as aulas são suspensas, essa rotina alimentar também é interrompida, aumentando a preocupação com a segurança alimentar de estudantes que dependem da escola para se alimentar.

Em Primavera do Leste, um projeto-piloto começou a funcionar durante o recesso escolar com o objetivo de manter alunos alimentados mesmo fora do período letivo. A iniciativa atende, nesta primeira etapa, cerca de 50 crianças do bairro Primavera III.

Crianças durante o almoço de férias na escola onde o projeto piloto está sendo testado. – Foto: assessoria

O projeto funciona na Escola Municipal Tia Dejane e, por enquanto, ocorre de forma experimental. Como não havia previsão orçamentária para atender todas as unidades neste ano, a ação foi iniciada em apenas uma escola, com um grupo de alunos previamente selecionado pela equipe pedagógica.

As refeições são servidas entre os dias 6 e 17 deste mês, sempre das 11h às 12h30. O atendimento, nesta fase inicial, é exclusivo para as crianças já cadastradas pela escola.

A seleção dos alunos foi feita a partir de um mapeamento realizado pela direção e pelos professores, com questionários e formulários assinados pelos pais ou responsáveis. O objetivo foi identificar crianças em maior situação de vulnerabilidade e que dependem da alimentação escolar no dia a dia.

A proposta é de autoria do vereador Rafael Abreu, conhecido como “filho do grilo”, e foi estruturada em parceria com o município. O projeto-piloto visa manter os alunos alimentados durante as férias e avaliar a possibilidade de ampliação em outras etapas.

Além do almoço, as crianças ganham sobremesa. – Foto: reprodução

Na prática, a Prefeitura de Primavera do Leste entra com a estrutura e os alimentos. A Secretaria Municipal de Assistência Social ficou responsável pela compra dos insumos, enquanto a direção da escola organizou o cardápio nutricional e o acolhimento diário das crianças.

O preparo das refeições, porém, é feito por voluntários. Associações, entidades, clubes de serviço e projetos sociais se organizaram para atuar na cozinha, de forma gratuita, durante os dias de funcionamento da ação.

A iniciativa é tratada como um teste, tanto pela limitação orçamentária quanto pela necessidade de avaliar a estrutura necessária para manter escolas abertas durante o período de férias. Apesar de atender um número reduzido de crianças nesta etapa, o projeto coloca em discussão a realidade de estudantes que encontram na merenda escolar uma fonte essencial de alimentação.

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