O Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (CORECON-DF) promoveu, no dia 4 de julho de 2026, mais uma edição da Reunião de Conjuntura Econômica, reunindo economistas, estudantes, pesquisadores e profissionais interessados na análise dos principais indicadores econômicos do Distrito Federal e da Região Centro-Oeste.
Realizado no Espaço Memórias e Futuro da Economia Brasileira, na sede do Cofecon, o encontro teve como painelista o vice-presidente do CORECON-DF, Jusçanio Umbelino de Souza, sob a coordenação do economista José Luiz Pagnussat.
Durante a apresentação, foram analisados indicadores relacionados ao desempenho econômico do Distrito Federal, destacando aspectos do comércio exterior, do Produto Interno Bruto (PIB), da indústria, da agropecuária e das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional.
Distrito Federal mantém posição de destaque na economia brasileira
Ao apresentar os dados mais recentes, Jusçanio Umbelino destacou que o Distrito Federal representa 3,3% do Produto Interno Bruto nacional, alcançando um PIB de R$ 365,7 bilhões em 2023, consolidando-se como a maior economia da Região Centro-Oeste, a oitava maior economia estadual do Brasil e a unidade da Federação com o maior PIB per capita do país.
Segundo o painelista, a economia do Distrito Federal continua fortemente sustentada pelo setor de serviços, responsável por aproximadamente 95% da atividade econômica local, enquanto a indústria responde por cerca de 4% a 5% do PIB, desempenhando papel relevante na geração de empregos e investimentos.
Comércio exterior registra crescimento das exportações
Na análise da conjuntura externa, foi destacado que o Distrito Federal exportou US$ 316,8 milhões em 2025, registrando crescimento de 6% em relação ao ano anterior.
Embora participe com apenas 0,1% das exportações nacionais e 0,8% das importações brasileiras, o desempenho evidencia oportunidades para ampliar a inserção do Distrito Federal no comércio internacional, especialmente em segmentos de maior valor agregado.
Construção civil lidera o setor industrial
A apresentação ressaltou que a construção civil permanece como o principal segmento industrial do Distrito Federal, movimentando cerca de R$ 10,2 bilhões por ano em incorporações, obras e serviços.
O setor emprega aproximadamente 47,7 mil trabalhadores formais, respondendo por parcela significativa da atividade econômica e consolidando o Distrito Federal como a segunda maior força da construção civil da Região Centro-Oeste, atrás apenas de Goiás.
Também foram destacados os segmentos de alimentos e bebidas, indústria farmacêutica, setor gráfico e editorial, além do potencial para expansão das indústrias de base tecnológica, especialmente nas áreas de biotecnologia e tecnologia da informação.
Agronegócio alia tecnologia e alta produtividade
Outro tema abordado foi o desempenho da agropecuária do Distrito Federal.
Apesar de representar menos de 1% do PIB local, o setor apresenta elevados índices de produtividade e desempenha papel estratégico na economia regional.
Foram destacados os resultados obtidos na produção de soja, milho, sorgo, hortaliças e frutas, além do crescimento da vitivinicultura e do uso intensivo de tecnologia no campo.
Regiões como Brazlândia e Planaltina foram citadas como importantes polos agrícolas do Distrito Federal, responsáveis por elevados índices de produtividade em diversas culturas.
Polos industriais impulsionam o desenvolvimento regional
A reunião também abordou a estrutura dos principais polos industriais do Distrito Federal, entre eles o Polo de Desenvolvimento Juscelino Kubitschek (Polo JK), o Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), a Cidade do Automóvel, as Áreas de Desenvolvimento Econômico (ADEs) de Ceilândia e Taguatinga e o Biotic – Parque Tecnológico de Brasília.
Segundo o painelista, esses empreendimentos contribuem para diversificar a economia local, estimular investimentos e fortalecer setores industriais de maior intensidade tecnológica.
Incentivos fortalecem a competitividade do Distrito Federal
Durante a exposição também foram apresentados os principais instrumentos de incentivo econômico utilizados pelo Governo do Distrito Federal para estimular novos investimentos.
Entre eles destacam-se o **Pró-DF II**, os regimes especiais de redução do ICMS para setores estratégicos, incentivos fiscais municipais e as linhas de financiamento oferecidas pelo **Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO)**, consideradas importantes mecanismos para ampliar a competitividade regional.
Espaço permanente de análise econômica
Ao encerrar a reunião, José Luiz Pagnussat destacou a importância das Reuniões de Conjuntura Econômica promovidas pelo CORECON-DF como espaço permanente de análise dos principais indicadores econômicos, contribuindo para qualificar o debate público e fortalecer o papel dos economistas na formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento regional.
O CORECON-DF reafirma seu compromisso com a disseminação de conhecimento técnico, a valorização da Ciência Econômica e a promoção de debates que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal, da Região Centro-Oeste e do Brasil.