Tapa-buracos chega as sete regiões de Campo Grande a partir de agosto, promete secretário


Após Campo Grande ser tomada por buracos em todas as regiões da cidade, o responsável pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) da capital, André Brandão, afirmou que o município deve iniciar uma força-tarefa de tapa-buracos até a primeira quinzena de agosto.

Buracos em via Campo Grande. (Foto: Sérgio Saturnino)

À frente da secretaria há 40 dias, André afirmou à reportagem que assim que assumiu a gestão, suspendeu os quatro contratos de serviços que atendiam a cidade e que estavam ativos, sob orientação da Controladoria-Geral do Município. 

“Eu promovi uma consulta à Procuradoria-Geral do Município, porque eu tinha quatro regiões descobertas de contrato. Então eu precisava atuar nelas de alguma forma. E essa consulta PGM ela foi positiva, eu consegui colocar dentro do limite contratual que eu tinha naquele momento, mais uma frente de trabalho. Então hoje nós estamos com quatro frentes atuando em toda Campo Grande, o que nos deu um número considerável no aumento da prestação de serviço”, destacou. 

André relatou, também, que o número de buracos fechados diariamente na cidade saltou de 450 para 900. 

“No último sábado com esse mutirão ali na região da Carlota, Vila Albuquerque, Vila Ieda, Vila Morumbi, que ainda está lá em execução no decorrer da semana, mas no sábado nós fizemos uma operação, com uma ação concentrada. Foram aplicadas cerca de 100 toneladas de massa e uma equipe ficou no decorrer da semana ali operacionalizando. Então, o resultado disso, já tapamos cerca de 2,5 mil buracos nessa região, que abrangeu também a extensão da Interlagos, entre a rotatória da Coca-Cola até a rotatória da Três Barras, e também todo o percurso da Gury Marques”, pontuou. 

Outro ponto trazido pelo secretário é que um estudo técnico realizado pelo Consórcio Central vai credenciar até 20 empresas para atuar no serviço. Assim, a partir de agosto, mais empreendimentos estarão aptos para a ação de tapa-buraco, previsto pela prefeitura. 

“A nossa previsão é que, na primeira quinzena de agosto, nós tenhamos não apenas a regularidade em todas as sete regiões, mas também uma gama maior de empresas, para que a gente possa ampliar essa ação no formato de mutirão, ou de uma ação mais concentrada, para que a gente possa, a partir daí atacar de forma mais incisiva essa questão do buraco, e a gente dê um resultado em um curto espaço de tempo”, disse. 

Chuva aumentou o problema

Segundo André, a chuva além do comum em 2026, que atingiu Campo Grande nos sete primeiros meses, foi um dos principais fatores para piorar a situação da cidade. 

“Nós tivemos um índice que dobrou o que aconteceu em 2024. Se eu pego 2026 por parâmetro, são 200 milímetros a mais do que aconteceu lá em 2025. Isso somado à questão da idade média da nossa malha asfáltica, que hoje é cerca de 25 anos. Inclusive nós temos aí algumas regiões, alguns trechos de asfalto que estão quase que totalmente deteriorados. O que agravou ainda mais toda essa operação também, que foi desencadeada pelo Ministério Público, toda essa situação dessa empresa que está sendo investigada, ocasionou em toda uma situação que congestionou a operação por toda Campo Grande”, finalizou. 



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