A intensificação do fenômeno El Niño tem colocado o agronegócio nacional em estado de atenção para os riscos climáticos que podem impactar o próximo ciclo agrícola. Projeções recentes divulgadas pelo Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos indicam que o evento climático ganhou força, apresentando 81% de probabilidade de atingir a categoria de “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro de 2026. Caso se concretize, o episódio poderá figurar entre os maiores registros desde o início das medições modernas em 1950, trazendo alterações expressivas na distribuição de chuvas e nas temperaturas que afetam diretamente o desenvolvimento das lavouras de Mato Grosso e do país.
Diante desse cenário de incertezas, o seguro rural consolida-se como um mecanismo indispensável para a gestão de riscos no campo. Muito além de indenizar o produtor em caso de quebras de safra previstas na apólice, a ferramenta atua preservando a saúde financeira das propriedades, garantindo a continuidade das atividades produtivas e assegurando maior previsibilidade para novos investimentos e decisões de plantio.
Desafios na cobertura e avanço tecnológico
Apesar da importância estratégica do instrumento, os dados oficiais revelam a necessidade de expansão da proteção no setor. Em 2025, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) cobriu cerca de 3,2 milhões de hectares — o equivalente a apenas 3,3% da área cultivada em todo o território nacional —, beneficiando aproximadamente 42 mil produtores, o que representou uma retração de 51,4% em comparação ao ano anterior.
Para mitigar esses gargalos, o mercado tem apostado na modernização por meio de tecnologias avançadas de monitoramento climático, análise de big data e modelos preditivos de risco. Essas ferramentas permitem a criação de produtos mais personalizados e aderentes às particularidades de cada cultura agrícola, região e perfil de produtor rural.
Segundo Paulo Hora, Superintendente Executivo de Seguros Rurais e Resseguro da Brasilseg (empresa BB Seguros), o planejamento rigoroso tornou-se uma exigência incontornável frente às oscilações climáticas:
“Os eventos climáticos exigem um planejamento cada vez mais cuidadoso por parte do produtor. O seguro rural é fundamental para proteger o investimento realizado na safra e reduzir os impactos financeiros de eventuais perdas. Com tecnologia, inteligência de dados e monitoramento climático, conseguimos desenvolver soluções mais adequadas às diferentes culturas e regiões, oferecendo mais segurança para que o produtor possa investir e dar continuidade à sua atividade.”
Soluções de mercado e proteção ao produtor
Como resposta aos desafios da safra, o setor privado tem ampliado o leque de opções disponíveis. Entre as alternativas do mercado, o Seguro Agrícola Flex, ofertado pela BB Seguros, destaca-se por atender diferentes perfis de produção com modalidades de custeio e produtividade. O produto protege o produtor contra perdas financeiras causadas por intempéries climáticas como secas severas, chuvas excessivas, granizo, ventos fortes, raios e incêndios, preservando a margem de lucro e o capital investido na lavoura.
Com investimentos contínuos em inovação tecnológica e no aprimoramento de matrizes de risco, as instituições buscam disseminar a cultura de proteção financeira no agronegócio, garantindo suporte aos produtores mato-grossenses e brasileiros diante dos ciclos de instabilidade climática previstos para os próximos meses.
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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.