Publicidade
O candidato ao Governo de Rondônia Samuel Costa (PSB) e a candidata ao Senado Neidinha Suruí (PSB) afirmam ter sido alvo de uma suposta tentativa de pressão política para que deixassem a disputa eleitoral e apoiassem uma composição articulada por grupos adversários.
LEIA TAMBÉM:
A denúncia se refere a uma videoconferência realizada nesta sexta-feira (14), na qual, conforme o relato dos candidatos, um suposto representante da direção nacional do PSB teria conversado com três candidatos a deputado federal da legenda. Ainda segundo a denúncia, durante a reunião teria sido mencionada a possibilidade de intervenção no diretório estadual caso Samuel Costa e Neidinha Suruí não retirassem suas candidaturas.
As duas candidaturas foram aprovadas nas convenções partidárias do PSB em Rondônia, que decidiu apresentar uma chapa própria para as eleições de 2026. Diante disso, os candidatos sustentam que qualquer mudança na composição eleitoral deve observar as regras internas da legenda e a legislação vigente.
Neidinha afirma que vai recorrer às autoridades
Neidinha Suruí classificou o episódio como uma tentativa de intimidação e afirmou que pretende utilizar os mecanismos legais disponíveis para defender sua candidatura.
“Eu sempre defendi as mulheres na política. Nunca me curvei diante de atitudes autoritárias, abusivas ou daqueles que tentam nos intimidar. Não será agora que vou me curvar. Vou buscar a Justiça e a polícia para denunciar qualquer forma de violência política contra mim e contra o direito de participar livremente do processo eleitoral”, declarou.
O artigo 326-B do Código Eleitoral prevê punição para condutas como assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça contra candidata, quando praticadas em razão de sua condição de mulher e com o objetivo de impedir ou dificultar sua campanha ou o exercício do mandato. A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos e multa.
A aplicação do dispositivo, entretanto, depende da apuração das circunstâncias concretas e da comprovação dos requisitos previstos na legislação.
Samuel questiona tentativa de mudança
Samuel Costa também reagiu à situação e afirmou que não pretende abrir mão da candidatura em razão de pressões políticas.
“Vivemos numa democracia e, na era da informação, não podemos tolerar atitudes arbitrárias e ilegais. A ditadura acabou. É necessário fazer política com o coração, não com o fígado”, afirmou.
O candidato relacionou ainda o episódio ao atual cenário eleitoral e questionou o momento em que a suposta articulação teria ocorrido.
“Causa estranheza essa tentativa justamente depois de avançarmos nas últimas pesquisas de opinião e termos uma rejeição infinitamente menor do que a do candidato do PT. No tapetão, não vão conseguir. Vamos lutar pela democracia e confiar no julgamento da autoridade máxima, que é o eleitor rondoniense”, declarou.
Caso pode gerar disputa interna e judicial
A situação poderá ganhar novos desdobramentos caso alguma medida seja formalmente apresentada pela direção nacional do PSB. Nesse cenário, o presidente estadual da legenda em Rondônia, Vinícius Miguel, deverá participar das discussões sobre a manutenção ou eventual alteração das candidaturas.
O episódio coloca em debate a autonomia das instâncias partidárias estaduais, as decisões tomadas durante as convenções e os limites para mudanças na composição das chapas após a definição das candidaturas.
Até o momento, os relatos apresentados por Samuel Costa e Neidinha Suruí tratam de uma suposta tentativa de pressão política. Eventuais acusações de irregularidades deverão ser formalizadas e analisadas pelas instâncias competentes antes de qualquer conclusão sobre a ocorrência de ilícitos.
Neidinha afirma que levará o caso às autoridades e que pretende defender sua permanência na disputa pelo Senado dentro dos mecanismos previstos pela legislação eleitoral.
Fonte: [source]
Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.