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A intervenção da direção nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Rondônia abriu uma disputa interna sobre o futuro das candidaturas aprovadas pela legenda durante a convenção estadual realizada em 20 de julho. Na ocasião, os convencionais aprovaram Samuel Costa para a disputa ao Governo de Rondônia, tendo o Sargento Machado como candidato a vice, além de Neidinha Suruí para o Senado.
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Posteriormente, a direção nacional destituiu o comando estadual do partido, então presidido por Vinícius Miguel, e determinou mudanças na estrutura partidária em Rondônia. A medida passou a ser contestada pelo grupo que conduzia o PSB estadual e por candidatos escolhidos na convenção.
Samuel Costa e Vinícius Miguel reconhecem que o estatuto partidário prevê mecanismos de intervenção e a constituição de comissão provisória. A divergência, entretanto, está nos efeitos da medida sobre as decisões eleitorais tomadas anteriormente pela convenção.
Na avaliação defendida pelo grupo estadual, a intervenção administrativa não teria, por si só, o efeito de anular automaticamente as deliberações eleitorais aprovadas pelos convencionais. A tese é que as candidaturas escolhidas na convenção constituem atos específicos do processo eleitoral e que eventual alteração precisaria observar as regras partidárias e eleitorais aplicáveis.
Mudanças após a convenção
Segundo Samuel Costa, após a intervenção foram produzidos atos que inicialmente buscariam retirar a chapa majoritária ao Governo e preservar as candidaturas proporcionais. A reação de candidatos à Assembleia Legislativa teria provocado novas mudanças na condução do processo.
Ainda de acordo com o candidato, posteriormente teria sido apresentado outro documento com a finalidade de anular as candidaturas a deputado estadual e federal e estabelecer uma nova composição para a disputa ao Senado.
As versões sobre os atos posteriores estão no centro da controvérsia interna e deverão ser analisadas pelas instâncias partidárias e, caso a disputa seja judicializada, pela Justiça Eleitoral.
Conversa com ministro
Samuel Costa também afirmou ter sido procurado pelo ministro Paulo Pereira para reconsiderar sua permanência na disputa eleitoral. Segundo o candidato, ele interpretou a conversa como uma proposta para assumir uma pasta no governo.
Samuel declarou que recusou a possibilidade e decidiu manter sua candidatura ao Governo de Rondônia, escolhida na convenção estadual.
Documentos são usados na contestação
O grupo que questiona os efeitos da intervenção cita, entre os elementos utilizados para sustentar sua posição, a ata da convenção estadual, resoluções partidárias, assinaturas digitais e uma publicação realizada pelo próprio site nacional do PSB em 21 de julho.
A publicação mencionada pelo grupo anunciava Samuel Costa como candidato ao Governo de Rondônia, um dia após a convenção estadual.
Para os dirigentes e candidatos que contestam a intervenção, esses documentos demonstrariam que as candidaturas foram formalmente aprovadas e posteriormente reconhecidas dentro da estrutura partidária.
Até o momento retratado na entrevista, segundo as informações apresentadas, não havia decisão definitiva da Justiça Eleitoral sobre a controvérsia nem conclusão dos recursos apresentados nas instâncias internas do partido.
A disputa coloca em lados opostos decisões tomadas pela direção nacional e deliberações aprovadas pelo diretório estadual e pelos convencionais, criando uma situação de incerteza sobre a composição final da chapa do PSB em Rondônia para as eleições de 2026.
O caso poderá ter novos desdobramentos à medida que avançarem os recursos internos e eventuais medidas perante a Justiça Eleitoral.
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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.