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O Bradesco está passando por uma transformação acelerada na forma de atender seus clientes no Brasil. Entre junho de 2025 e junho de 2026, o banco encerrou as atividades de 324 agências e reduziu em 2.448 o número de postos de trabalho.
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A retração da estrutura física ocorre ao mesmo tempo em que a instituição apresenta resultados financeiros positivos. No primeiro semestre de 2026, o Bradesco alcançou R$ 13,861 bilhões de lucro líquido recorrente, alta de 16,2% sobre o mesmo intervalo de 2025.
Os números indicam que a redução de unidades e funcionários não está associada a uma crise financeira da instituição. O movimento faz parte de uma estratégia de transformação e busca por maior eficiência, enquanto o banco amplia investimentos em tecnologia e modifica o modelo de relacionamento com os consumidores. O Bradesco já havia informado, no primeiro trimestre, que atravessava o nono trimestre consecutivo de crescimento do lucro recorrente.
Menos agências, mais clientes
Enquanto a rede física encolhe, a quantidade de clientes segue em trajetória oposta. Nos 12 meses até junho de 2026, a instituição incorporou aproximadamente 300 mil novos clientes, chegando a cerca de 110,4 milhões de pessoas.
O contraste chama atenção: ao mesmo tempo em que milhares de postos de trabalho são eliminados e centenas de agências deixam de funcionar, a base atendida pelo banco continua crescendo.
A mudança acompanha uma tendência que vem transformando o setor bancário brasileiro, com maior utilização de aplicativos, internet banking e canais digitais para operações que anteriormente dependiam das unidades físicas.
Estratégia de transformação
O Bradesco vem promovendo uma revisão de sua estrutura para reduzir custos e aumentar a produtividade. Nos resultados divulgados em 2026, o banco destacou avanços relacionados à transformação tecnológica, incluindo o uso intensivo de inteligência artificial generativa e outras ferramentas digitais.
A instituição também tem buscado direcionar recursos e equipes para áreas consideradas estratégicas, enquanto reduz estruturas consideradas menos necessárias diante da mudança no comportamento dos clientes.
A diminuição da rede física, entretanto, gera questionamentos entre representantes dos trabalhadores. Entidades sindicais têm criticado o fechamento de unidades e a redução do quadro de funcionários, argumentando que o processo pode aumentar a sobrecarga dos empregados que permanecem e dificultar o atendimento presencial.
O movimento não começou em 2026. No primeiro trimestre deste ano, dados divulgados pelo sindicato apontavam que a holding Bradesco havia reduzido mais de 3 mil postos de trabalho em 12 meses, enquanto a base de clientes ultrapassava 110 milhões.
Um banco maior no digital e menor nas ruas
A estratégia desenhada pelo Bradesco revela uma mudança no perfil da instituição. O banco mantém uma das maiores bases de clientes do país, mas reduz gradualmente sua presença física para acompanhar um mercado cada vez mais digital.
O resultado financeiro reforça a capacidade da instituição de operar com uma estrutura mais enxuta. O lucro recorrente de R$ 13,861 bilhões no semestre representa uma diferença expressiva em relação ao cenário enfrentado por empresas que precisam cortar custos para sobreviver.
No caso do Bradesco, a lógica é outra: reduzir a estrutura para tentar tornar uma operação já lucrativa ainda mais eficiente.
A transformação, porém, tem um custo humano e territorial. Para os trabalhadores, significa milhares de empregos a menos. Para clientes que dependem do atendimento presencial, representa uma rede de agências cada vez menor.
Enquanto isso, a base de clientes continua crescendo — e o Bradesco se prepara para atender dezenas de milhões de brasileiros com uma estrutura física significativamente menor do que a existente há poucos anos.
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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.