Uma nova possibilidade de ingresso no serviço público federal está sendo discutida pelo governo. A proposta prevê a criação de um concurso unificado para técnicos-administrativos de universidades e Institutos Federais, seguindo uma estrutura semelhante à adotada pelo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).
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O projeto ainda não saiu do papel. As conversas estão em estágio inicial e envolvem o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Até o momento, não há edital, calendário ou confirmação das instituições que participariam de uma eventual seleção.
Para Rondônia, a discussão ganha relevância devido à ampliação recente da estrutura de servidores do Instituto Federal de Rondônia (IFRO). A instituição foi contemplada pela Portaria Conjunta MGI/MEC nº 41, publicada em junho, que autorizou mudanças nos quadros de pessoal dos Institutos Federais ligados ao MEC.
No IFRO, foram acrescentados 15 cargos de professor do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e mais três posições equivalentes destinadas aos limites de contratação de professores substitutos e visitantes. Com a alteração, o banco de professores-equivalentes da instituição passou de 892 para 910.
A área administrativa também recebeu reforço. O instituto ganhou 14 novos cargos técnico-administrativos, sendo sete de classificação D e outros sete de classificação E. O quadro autorizado passou de 700 para 714 cargos.
Em escala nacional, a mesma portaria ampliou a estrutura dos Institutos Federais em 3.219 cargos, considerando 1.665 novas posições efetivas para professores e 1.554 para técnicos-administrativos em educação.
Caso o formato unificado avance, candidatos poderão ter a possibilidade de disputar vagas de diferentes instituições dentro de uma seleção centralizada, reduzindo a necessidade de participar de vários concursos separados. A proposta também pode facilitar a adoção de políticas de cotas em seleções de maior abrangência.
Apesar da ampliação dos quadros, é importante destacar que a existência dos novos cargos não significa abertura imediata de concurso. No caso do IFRO, ainda não existe definição de que as posições recém-autorizadas serão preenchidas por meio de um eventual certame nacional.
Para quem pretende ingressar no serviço público federal em Rondônia, o cenário representa uma possibilidade que merece acompanhamento, especialmente nas áreas de docência e cargos técnico-administrativos. No entanto, qualquer expectativa de inscrições ou número de vagas deve ser tratada com cautela até que o governo publique novas autorizações, regras e, posteriormente, um edital oficial.
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