O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) considera que a conduta atribuída à estudante de medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider ultrapassou de forma significativa o que teria motivado o conflito que terminou na morte de Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho.
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A denúncia apresentada pelo MP-RO foi recebida pela Justiça e enquadra a estudante por homicídio duplamente qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil e uso de recurso que teria dificultado a possibilidade de defesa da vítima. O processo tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho.
Segundo a acusação, a sequência de acontecimentos começou depois que Vitória teria atingido o portão do condomínio onde residia com seu veículo. A situação provocou uma discussão com moradores. Odair teria presenciado o episódio e feito um comentário sobre o ocorrido.
A partir daí, conforme a versão apresentada pelo Ministério Público, o desentendimento teria evoluído. A estudante teria se dirigido até a residência do idoso e voltado a procurá-lo, inclusive acionando a campainha do imóvel.
Ainda segundo a denúncia, a discussão continuou na frente da casa e terminou com a utilização do automóvel da acusada para atingir o portão da residência.
Idoso morreu após ser atingido
De acordo com o MP-RO, Odair acabou preso entre o veículo e uma parede durante a ação. O impacto provocou ferimentos que levaram à morte do homem, de 68 anos.
Na avaliação apresentada pela acusação, a reação atribuída à estudante não teria relação proporcional com a manifestação inicial feita pela vítima durante o episódio no condomínio.
A idade de Odair, superior a 60 anos, também foi considerada pelo Ministério Público como circunstância agravante dentro da acusação apresentada à Justiça.
Defesa aguarda avaliação psicológica
A defesa de Vitória Caroline Marangoni Schneider informou que a estudante já foi submetida a exames periciais. Os advogados aguardam o resultado de uma avaliação destinada a verificar aspectos relacionados à condição psíquica da acusada e à sua capacidade de compreender os próprios atos no momento do episódio.
O laudo poderá ter importância para a estratégia da defesa durante o andamento do processo e para a análise das circunstâncias que envolveram o caso.
Até o momento, a denúncia representa a versão apresentada pelo Ministério Público sobre os fatos. A acusada ainda será submetida ao processo judicial, e a responsabilidade criminal deverá ser definida pela Justiça.
O caso permanece sob análise da 2ª Vara do Tribunal do Júri, onde serão avaliadas as provas produzidas durante a ação penal. Caberá ao Tribunal do Júri, ao final do procedimento, decidir sobre a responsabilidade de Vitória pela morte de Odair.
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