Camisa 10 foi vice da Copa novamente (Crédito: Jess Stiles/Cal Sport Media via AP Images)
A Fifa anunciou nesta sexta-feira uma série de punições à Argentina por incidentes ocorridos durante a Copa do Mundo de 2026. As sanções envolvem desde manifestações e atos discriminatórios de torcedores até a confusão entre jogadores argentinos e espanhóis após a final do Mundial.
A punição mais pesada dentro de campo ficou com Leandro Paredes. O meio-campista recebeu suspensão de dez partidas pela participação na briga depois da decisão contra a Espanha. Nahuel Molina também pegou sete jogos, enquanto Thiago Almada e o espanhol Gavi foram suspensos por uma partida cada.
A Fifa determinou que a Argentina dispute sua próxima partida oficial como mandante com apenas 50% da capacidade do estádio disponível. Uma segunda punição igual ficará suspensa por um ano e só será aplicada em caso de reincidência de infração semelhante.
A sanção decorre dos cânticos e insultos racistas, homofóbicos e discriminatórios registrados em jogos contra Cabo Verde, Egito, Suíça, Inglaterra e Espanha.
Existe, porém, uma alternativa. Com autorização da Fifa, a AFA poderá ocupar metade dos lugares inicialmente bloqueados, equivalente a 25% da capacidade total do estádio, com famílias, estudantes, organizações antidiscriminação e outros grupos comunitários.
Paredes recebe a maior suspensão após briga na final
Além das punições à federação, a Fifa responsabilizou individualmente integrantes das duas seleções pela confusão ocorrida após a decisão do Mundial.
Paredes recebeu a maior suspensão, com dez partidas, além de multa de US$ 90 mil. Molina também terá de cumprir sete jogos e pagar o mesmo valor.
As punições individuais ficaram assim:
- Leandro Paredes: 10 jogos e multa de US$ 90 mil;
- Nahuel Molina: 7 jogos e multa de US$ 90 mil;
- Roberto Ayala: 3 jogos e multa de US$ 30 mil;
- Thiago Almada: 1 jogo e multa de US$ 30 mil;
- Gavi: 1 jogo e multa de US$ 30 mil.
A confusão aconteceu logo depois do apito final da vitória da Espanha sobre a Argentina. Paredes apareceu entre os principais envolvidos, enquanto integrantes das duas equipes trocaram empurrões e agressões no gramado.
Multas à Argentina chegam a US$ 321 mil
As sanções contra a AFA não se limitam à restrição de público. Somadas, as multas divulgadas chegam a US$ 321 mil, aproximadamente R$ 1,65 milhão na conversão apresentada pela entidade argentina.
Parte desse valor, no entanto, ficará suspensa. Inicialmente, a AFA terá de desembolsar US$ 221 mil, enquanto outros US$ 100 mil somente serão cobrados em caso de reincidência.
A Fifa também determinou que US$ 100 mil sejam investidos nos próximos seis meses em um plano de combate à discriminação. O projeto terá de passar pela aprovação da própria entidade.
Bandeira das Malvinas e objetos também geraram punições
A Fifa ainda aplicou multa de US$ 10 mil pela exibição de uma bandeira relacionada às Ilhas Malvinas, enquadrada como manifestação de natureza não esportiva. Outros US$ 20 mil foram aplicados por conduta inadequada dos espectadores.
Além disso, a AFA recebeu multa de US$ 91 mil pelo arremesso de objetos ao campo nos jogos contra Suíça e Inglaterra, atraso no início de partida e violações do protocolo de segurança.
Dessa forma, a decisão da Fifa reúne diferentes episódios registrados ao longo da campanha argentina, e não apenas a briga ocorrida na final.
Argentina pode cumprir punição em amistoso
A aplicação da restrição de público ainda envolve uma particularidade. Como a Argentina será uma das sedes da Copa do Mundo de 2030, existe a possibilidade de a seleção não disputar as próximas Eliminatórias e, consequentemente, passar anos sem uma partida oficial como mandante.
A federação argentina já informou que pedirá os fundamentos das decisões que permitem revisão. Depois disso, pretende avaliar recursos junto à Fifa e também deixou aberta a possibilidade de recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS).
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