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28 de agosto de 2026 🗓️

Quem produz não quer favor, quer regra justa

Rondônia produzia 4 milhões de litros de leite por dia em 2012. Hoje produz 1,5 milhão. Foi com esse número na mesa que a candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos, 100) participou, nesta quarta-feira (26), do diálogo setorial da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) com o candidato a governador Hildon Chaves, ao lado de dirigentes do Sindileite, da Associação dos Criadores de Girolando e da Fetagro.


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Quem abriu a conversa foi quem sente a conta no bolso. “Nós estamos jogando fora R$ 5,14 milhões por dia da economia de Rondônia. O leite tem capacidade de colocar esse dinheiro dentro do município, na farmácia, na loja, na conta do povo”, afirmou Rogério Bertelli, diretor do Sindileite. Cirone Deiró, candidato a vice-governador, lembrou que o rebanho leiteiro declarado caiu de 3,34 milhões para 2,47 milhões de vacas em poucos anos.

Mariana apontou uma das causas que os produtores mais cobram: o desvio do Fundo Pró-Leite. “O dinheiro do Pró-Leite é pago com a arrecadação da própria cadeia do leite. Foi retirado para cobrir a folha da Emater, que cuida de tudo, do café ao peixe, e deixou de beneficiar quem já enfrenta uma crise sem precedentes”, disse Mariana Carvalho, candidata ao Senado.

O tema não é novo para ela. Como deputada federal, levou a produção de leite e a regularização fundiária de Rondônia a uma reunião com a ministra da Agricultura e destinou tratores, retroescavadeiras, caminhões e implementos para associações de pequenos produtores em dezenas de municípios, da Linha 634 em Jaru à cooperativa de Alto Alegre dos Parecis. São 23 mil famílias, cerca de cem mil pessoas, que vivem do leite em Rondônia.

Para o Senado, ela definiu onde entra. “O ICMS é briga do estado, e o Hildon já disse que vai mudar a lei. A minha parte é a que se decide em Brasília: defesa comercial contra o leite importado com dumping, crédito e assistência técnica para o pequeno, e título da terra na mão de quem produz. Eu já conheço os caminhos onde isso se decide, e é por isso que começo fazendo desde o primeiro dia”, afirmou Mariana Carvalho.

“Eu enxergo a família que acorda às cinco da manhã para tirar leite, não o tamanho da propriedade. Quem produz não quer favor. Quer estrada, crédito, regularização e regra justa”, concluiu a candidata.



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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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