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06 de setembro de 2026 🗓️

Operação Quirinus mira advogado suspeito de atuar como ‘garoto de recado’ do Comando Vermelho em Rondônia

Resumo: A Polícia Civil de Rondônia, por meio da Draco 2, deflagrou a terceira fase da Operação Quirinus, voltada ao combate a células do Comando Vermelho no estado. Entre os alvos está um advogado investigado por supostamente servir de elo entre integrantes da organização criminosa presos e membros que atuavam fora do sistema penitenciário. Durante as buscas, os policiais apreenderam materiais que serão analisados, entre eles bilhetes e uma tornozeleira eletrônica. A Polícia Civil ressalta que a investigação está em andamento e que as diligências não representam criminalização do exercício da advocacia.

EUIDEAL – A terceira fase da Operação Quirinus mobilizou forças de segurança nesta sexta-feira (4) em Pimenta Bueno e Porto Velho. A ação é conduzida pela Polícia Civil, por meio da Draco 2, e dá continuidade às investigações destinadas a desarticular a atuação de células do Comando Vermelho em Rondônia.

Foram cumpridas dez medidas cautelares de busca e apreensão, incluindo diligências em unidades prisionais de Porto Velho e Pimenta Bueno. As equipes realizaram revistas em alas onde estão custodiados integrantes da facção na tentativa de reunir novos elementos sobre a estrutura de comunicação e o funcionamento do grupo dentro e fora dos presídios.

Segundo os delegados responsáveis pela investigação, as apurações indicam que ordens partiam do interior das unidades prisionais e chegavam a integrantes que estavam em liberdade. Entre os crimes investigados estão, inclusive, ameaças de morte contra servidores do sistema penitenciário.

Assista.


Advogado sob suspeita de intermediar comunicação da facção

Um dos pontos que mais chamou atenção nesta fase é a investigação envolvendo um advogado, cujo nome não foi divulgado pela Polícia Civil. De acordo com os investigadores, a suspeita é de que o profissional funcionasse como intermediário entre lideranças encarceradas e integrantes da organização criminosa que estavam fora das unidades prisionais.

A Polícia Civil apura ainda a possibilidade de o advogado ter facilitado o acesso de presos a aparelhos telefônicos. Buscas foram realizadas na residência e no escritório do investigado com o objetivo de reunir elementos capazes de confirmar ou afastar as suspeitas.

Tornozeleira e bilhetes apreendidos

Durante a operação, alguns materiais apreendidos despertaram a atenção dos investigadores. O delegado Fred Matos mencionou a localização de uma tornozeleira eletrônica e bilhetes, que agora passarão por análise para que seja possível determinar a origem e o contexto dos objetos.

Coletiva de imprensa sobre a Operação Quirinus, com o coronel Hélio Pachá ao centro

Coletiva de imprensa sobre a terceira fase da Operação Quirinus. Ao centro, o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Hélio Pachá. Foto: Eu Ideal

Ao comentar a investigação envolvendo o profissional, o delegado ressaltou que a operação não busca criminalizar o exercício da advocacia, mas apurar eventual conduta que tenha ultrapassado os limites da atuação profissional.

Suspeita é de que o advogado tenha passado a exercer o papel de “garoto de recados do crime organizado” — expressão utilizada pela autoridade policial ao explicar a linha de investigação.

OAB acompanhou as diligências

As diligências envolvendo o escritório e a residência do investigado foram acompanhadas pela OAB em Pimenta Bueno. Conforme relatado pelos delegados, o presidente da subseção, identificado como doutor Wilson, acompanhou o cumprimento das medidas e colaborou durante os trabalhos — participação que ocorreu justamente em razão das prerrogativas relacionadas ao exercício da advocacia.

As autoridades reforçaram que o advogado permanece na condição de investigado e que o material recolhido ainda será periciado e analisado. As suspeitas apresentadas pela Polícia Civil, portanto, ainda dependem do avanço das investigações.

Coletiva de imprensa da Polícia Civil sobre a Operação Quirinus

Autoridades de segurança pública concedem entrevista sobre os desdobramentos da Operação Quirinus. Foto: Eu Ideal

Investimento em inteligência e novas fases previstas

O diretor-geral da Polícia Civil, Jeremias, destacou que a corporação vem ampliando sua estrutura para enfrentar organizações criminosas. Segundo ele, investimentos estão sendo direcionados especialmente para ferramentas de inteligência, incluindo a previsão de aquisição de uma nova tecnologia apresentada recentemente durante a COP Internacional, em São Paulo.

O secretário estadual de Segurança Pública, coronel Hélio Pachá, também acompanhou a operação e afirmou que a terceira fase faz parte de um conjunto de ações que ainda poderá ter novos desdobramentos. Segundo ele, o objetivo é manter a atuação integrada das forças estaduais no enfrentamento às facções criminosas.

A Polícia Civil agora deverá concentrar a investigação na análise dos objetos, documentos e demais elementos obtidos durante as buscas. O resultado desse trabalho poderá esclarecer o alcance da eventual participação do advogado e identificar outras pessoas envolvidas no esquema investigado.

NOTA DO EU IDEAL

Esta reportagem se baseia em coletiva de imprensa concedida por autoridades da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública de Rondônia sobre a terceira fase da Operação Quirinus. A Polícia Civil não divulgou o nome do advogado investigado, e o Eu Ideal optou por manter essa reserva, por não haver confirmação oficial de identidade que autorize a publicação. Todas as suspeitas relacionadas à conduta do profissional permanecem sob apuração e não representam, neste estágio, qualquer conclusão sobre sua responsabilidade.



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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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