Resumo: Os números de acidentes e mortes na BR-364 voltam a colocar em discussão a segurança da principal rodovia de Rondônia. Dados apresentados durante questionamento público apontam 895 acidentes, mais de mil feridos e 53 mortes nos primeiros sete meses de 2026. Enquanto famílias contabilizam vítimas, os sete pontos de cobrança do sistema de pedágio já estão em operação. O contrato de concessão prevê 107,5 quilômetros de duplicação em uma malha concedida de 686,7 quilômetros.
EUIDEAL – A cobrança de pedágio na BR-364 já faz parte da rotina de quem precisa cruzar Rondônia, mas a quantidade de acidentes e mortes mantém aberta uma pergunta que preocupa os usuários: quando as intervenções capazes de tornar os trechos mais perigosos efetivamente mais seguros chegarão?
Nos primeiros sete meses de 2026, foram contabilizados 895 acidentes, mais de mil pessoas feridas e 53 mortes, segundo dados apresentados em questionamento sobre a situação da rodovia. Na média, isso representa aproximadamente uma morte a cada quatro dias.
O cenário continuou preocupante em agosto. Dados da Polícia Rodoviária Federal divulgados pela imprensa apontaram 19 mortes somente entre os dias 1º e 27 daquele mês na BR-364 em Rondônia.
O trecho concedido à Nova 364 possui 686,7 quilômetros, ligando a região de Porto Velho a Vilhena. O contrato tem duração de 30 anos e prevê investimentos superiores a R$ 10 bilhões.
Entre as intervenções previstas estão 107,5 quilômetros de duplicação, além de 190,5 quilômetros de faixas adicionais, 17,78 quilômetros de vias marginais, passarelas e outras estruturas. A própria ANTT confirma ainda a previsão de sete pontos de pedágio ao longo da concessão.
A cobrança pelo sistema eletrônico começou em 12 de janeiro de 2026, após autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
E os valores cobrados chamam atenção nacionalmente.
Levantamento publicado pelo Terra em julho colocou Cujubim, com R$ 37, entre as tarifas mais caras do Brasil. Pimenta Bueno aparece com cobrança de R$ 35,40 em um dos pontos.
Ou seja: Rondônia possui duas tarifas entre as mais altas apontadas no ranking nacional, enquanto a população ainda espera pelas principais transformações estruturais prometidas para a rodovia.
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A discussão não se limita ao preço do pedágio. A principal cobrança é sobre o ritmo das melhorias diante de uma rodovia que continua registrando acidentes graves.
O contrato estabelece uma série de intervenções e obrigações de manutenção, operação e segurança. A Nova 364 assumiu formalmente a concessão após contrato assinado em julho de 2025, enquanto o pedágio começou a ser cobrado em janeiro deste ano.
A própria concessionária já explicou, em audiência na Câmara dos Deputados, que a definição dos trechos e da extensão das duplicações decorre do modelo elaborado pela ANTT. Na ocasião, representante da empresa confirmou a obrigação contratual de duplicar 107 quilômetros e construir aproximadamente 190 quilômetros de terceira faixa, além de outras intervenções.
Ainda assim, diante do número de vítimas, cresce a pressão para que os pontos considerados mais críticos recebam intervenções capazes de reduzir os riscos antes que novas vidas sejam perdidas.
O debate sobre a concessão já chegou ao Congresso Nacional. Em maio, uma audiência pública na Câmara reuniu críticas de parlamentares sobre tarifas, início da cobrança e execução das melhorias previstas para a BR-364.
Com pedágios já sendo cobrados e dezenas de mortes registradas somente neste ano, permanece a questão central para quem trafega pela rodovia: quantas vidas ainda serão perdidas enquanto o usuário paga agora e aguarda as principais obras previstas para os próximos anos?
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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.