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22 de setembro de 2026 🗓️

PF apreende celular e carros de luxo de Gladson Cameli em nova fase da Operação Ptolomeu, a 12 dias das eleições

O que você precisa saber

  • A PF apreendeu o celular de Gladson Cameli e três veículos em sua residência em Rio Branco, além de buscas nas casas de assessores.
  • A ação pode estar ligada à Operação Ptolomeu, que já teve várias fases contra a cúpula do governo do Acre.
  • Cameli foi condenado pelo STJ a 25 anos e 9 meses de prisão em maio, condenação ainda sem trânsito em julgado, e teve a candidatura ao Senado rejeitada pelo TRE-AC em 11 de setembro.
  • A defesa classifica a operação como perseguição política e diz que ela viola decisão do STF que veda medidas cautelares contra candidatos nos 15 dias antes da eleição.

O ex-governador do Acre e candidato ao Senado pelo Progressistas, Gladson Cameli, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (22), em sua residência no condomínio Recanto Verde, em Rio Branco. Os agentes apreenderam o celular de Cameli e três veículos de sua propriedade, dos modelos SW4, BMW e Volkswagen. Assessores próximos ao ex-governador, entre eles um ajudante de ordem, também tiveram suas casas alvo de mandados de busca e apreensão.



A reportagem apurou que a ação pode estar relacionada a um dos desdobramentos da Operação Ptolomeu, investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal que já teve diversas fases contra a cúpula do governo do Acre sob a gestão de Cameli, apurando suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal não havia divulgado oficialmente a motivação da diligência.

“Abusiva e de clara perseguição com o intuito de influenciar o resultado eleitoral” — nota da defesa de Gladson Cameli sobre a operação desta terça-feira

A operação ocorre em um momento politicamente sensível: em maio de 2026, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou Cameli a 25 anos e nove meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações, no âmbito da mesma investigação. A condenação ainda não transitou em julgado, e a defesa do ex-governador afirma que recorre da decisão, sustentando que a inelegibilidade só deveria valer após o esgotamento de todos os recursos.

Com base nessa condenação e na Lei da Ficha Limpa, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) julgou procedente, em 11 de setembro, uma impugnação do Ministério Público Eleitoral e rejeitou por unanimidade o registro da candidatura de Cameli ao Senado. A defesa já anunciou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal (STF), e o caso segue em aberto. Mesmo com o indeferimento, Cameli seguia entre os candidatos às duas vagas de senador pelo Acre, e a expectativa é de que seu caso ainda seja rejulgado nas instâncias superiores antes da votação.

Procurada pela reportagem, a defesa de Cameli, representada pelo advogado Erick Venâncio, classificou a operação desta terça como “abusiva e de clara perseguição com o intuito de influenciar o resultado eleitoral”. Segundo a nota, a ação descumpriria a ADPF 1017, decisão do STF que proíbe medidas cautelares contra candidatos a cargos majoritários nos 15 dias que antecedem a eleição. A defesa também alegou que informações sobre a operação chegaram antecipadamente a “influenciadores, blogs e sites de militantes” ligados a adversários políticos, antes mesmo de Cameli e seus advogados terem acesso aos autos ou às justificativas da diligência. Os advogados afirmaram ainda que provas do processo “foram comprovadamente produzidas de forma ilegal”, conforme decisões já proferidas pelo próprio STF, e se disseram dispostos a colaborar com os esclarecimentos, “pela certeza de inocência”.

Faltando 12 dias para o primeiro turno das eleições, Cameli vinha liderando a maioria das pesquisas divulgadas até então para o Senado pelo Acre. O Portal Eu Ideal preserva a presunção de inocência do ex-governador, cuja condenação ainda não é definitiva, e seguirá acompanhando eventuais manifestações da Polícia Federal e novos desdobramentos do caso.

Ficha do caso

  • Alvo: Gladson Cameli, ex-governador do Acre e candidato ao Senado pelo Progressistas
  • Ação de hoje: busca e apreensão na residência (condomínio Recanto Verde, Rio Branco) e nas casas de assessores
  • Itens apreendidos: celular de Cameli e três veículos (SW4, BMW e Volkswagen)
  • Investigação relacionada: Operação Ptolomeu (PF/MPF)
  • Condenação anterior: STJ, maio de 2026, 25 anos e 9 meses de prisão por organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações — sem trânsito em julgado
  • Situação eleitoral: candidatura ao Senado rejeitada pelo TRE-AC em 11/09/2026 (Lei da Ficha Limpa); defesa recorre ao TSE e ao STF
  • Contexto: operação ocorre a 12 dias do primeiro turno, com Cameli liderando pesquisas



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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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