PF destrói estruturas usadas em extração ilegal de madeira dentro de terra indígena em Rondônia

O que você precisa saber

  • A PF deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Ramal Fechado contra a extração ilegal de madeira na Terra Indígena Igarapé Lage.
  • A ação, com apoio do BPFRON e da Funai, mirou a região da Linha 8-C, apontada por denúncias como ponto de retirada clandestina de madeira.
  • Equipes destruíram madeira, estruturas e materiais usados na atividade ilegal dentro da área indígena.
  • É a segunda operação da PF na mesma terra indígena em poucas semanas; a Polícia Federal afirma que seguirá com fiscalização na região.

A Polícia Federal reforçou nesta terça-feira (29) o combate à extração ilegal de madeira na Terra Indígena Igarapé Lage, que se estende pelos municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim, no noroeste de Rondônia. Batizada de Operação Ramal Fechado, a ação teve como alvo a região da Linha 8-C, apontada por denúncias como um dos pontos de retirada clandestina de madeira nativa dentro da área indígena.



A operação reuniu a Polícia Federal, o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) da Polícia Militar de Rondônia e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Juntas, as equipes percorreram ramais e carreadores abertos no interior da terra indígena, caminhos usados para viabilizar o transporte da madeira extraída de forma irregular.

Ao longo da incursão, foram destruídos madeira já cortada, estruturas montadas no local e materiais utilizados diretamente na atividade ilegal.

A estratégia, segundo a corporação, é dupla: interromper a extração em andamento e dificultar o escoamento do que já havia sido retirado da mata, encarecendo e desorganizando a logística de quem segue explorando a área.

A ação não surgiu de forma isolada. Ela partiu de um trabalho prévio de inteligência somado a denúncias recebidas sobre a movimentação de madeira na região, indício de que a extração ilegal na Linha 8-C já vinha sendo monitorada antes da chegada das equipes ao local.

Este não é o primeiro esforço recente das autoridades dentro da mesma terra indígena. Semanas antes, em setembro, a Polícia Federal já havia deflagrado outra operação na Igarapé Lage, batizada de Guardião Infiel, voltada a investigar um esquema de extração e comercialização ilegal de madeira com suposta participação de indígenas na facilitação da exploração irregular. A recorrência das ações escancara a pressão que a área segue sofrendo de grupos interessados na madeira nativa da região.

Segundo a Polícia Federal, o trabalho de fiscalização e repressão na Igarapé Lage não se encerra com a Operação Ramal Fechado. A corporação afirma que seguirá atuando na região em conjunto com os órgãos parceiros, mantendo a vigilância sobre os ramais que dão acesso ao interior da terra indígena.

Ficha da operação

  • Nome: Operação Ramal Fechado
  • Data: terça-feira, 29 de setembro de 2026
  • Local: Terra Indígena Igarapé Lage, região da Linha 8-C, entre Nova Mamoré e Guajará-Mirim (RO)
  • Órgãos envolvidos: Polícia Federal, BPFRON (PM-RO) e Funai
  • Resultado: destruição de madeira, estruturas e materiais usados na extração ilegal
  • Origem da ação: informações de inteligência e denúncias sobre retirada ilegal de madeira
  • Continuidade: PF mantém ações de fiscalização e repressão na região



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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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