Eficiência nutricional: pesquisador da Fundação Rio Verde orienta sobre fase inicial da soja

Até o final de outubro o plantio da soja para a safra 20262027 em Mato Grosso já alcançou 75,81% da área estimada

Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta que até o final de outubro o plantio da soja para a safra 2026/2027 em Mato Grosso já alcançou 75,81% da área estimada, com isso a fase inicial da cultura exige atenção redobrada do produtor para garantir o estabelecimento de uma lavoura vigorosa e de alto teto produtivo.

De acordo com o pesquisador da Fundação Rio Verde e coordenador do setor de Nutrição de Plantas, Rodrigo Pengo, entre os nutrientes fundamentais nessa etapa, ele destaca o fósforo, essencial para o metabolismo energético e o desenvolvimento inicial, o potássio, que atua na regulação hídrica e em processos fisiológicos e o cálcio, fundamental para o crescimento das raízes, outro nutriente indispensável é o nitrogênio e também os micronutrientes como molibdênio e cobalto.

“Para o sucesso do plantio, o planejamento nutricional na semeadura deve ser feito com base na análise de solo, considerando o histórico da área, qual a produtividade esperada e as características do solo. O equilíbrio da adubação e o posicionamento correto dos fertilizantes são cruciais para assegurar que os nutrientes fiquem acessíveis às raízes, evitando concentrações excessivas próximas às sementes que possam prejudicar a germinação”, explica o pesquisador

Pengo destaca ainda que o planejamento da área deve enxergar o sistema produtivo como um todo, integrando a cultura anterior, a sucessão com o milho ou o algodão e a ciclagem de nutrientes.

Já no contexto edafoclimático (solo e clima) de Mato Grosso, Pengo alerta que o produtor precisa redobrar a atenção para evitar três erros nutricionais comuns, mas que podem comprometer o desenvolvimento inicial da soja.

“O primeiro é concentrar a fertilidade apenas na superfície do solo, sem avaliar as camadas mais profundas, que geram restrições químicas com acidez e alumínio em subsuperfície ou problemas físicos com a profundidade das raízes. O segundo erro é desconsiderar a variação nos teores de argila dos solos da região, o que afeta diretamente o manejo de fósforo e potássio. O terceiro ponto é negligenciar a fixação biológica de nitrogênio por falhas na inoculação ou problemas de acidez e fertilidade, lembrando que, muitas vezes, o entrave não é a falta de insumo, mas alguma barreira física ou química que impede a planta de absorver o que está disponível”.

Recomendações

Como estratégia para evitar deficiências logo no início da safra, o pesquisador recomenda como principal ação preventiva, iniciar o ciclo com uma análise de solo robusta e a correção antecipada da acidez e de possíveis limitações do perfil.

“Após a emergência, é fundamental monitorar a uniformidade da lavoura, o vigor das plantas, o desenvolvimento do sistema radicular e a nodulação nos estádios vegetativos iniciais. O produtor deve estar atento aos sinais de campo, sabendo que sintomas visuais como amarelecimento e redução de crescimento nem sempre indicam falta de nutrientes, podendo estar associados a problemas de umidade, compactação, fitotoxicidade, nematoides ou características da cultivar”, destaca Pengo.

Ficou com alguma dúvida ou identificou situações semelhantes na sua lavoura? Entre em contato com a Fundação Rio Verde de segunda à sexta-feira, pelo telefone (65) 9 9995-7407 e converse com o setor de Nutrição de Plantas.

A Fundação Rio Verde está localizada na Rodovia da Mudança – MT449, Km 08 em Lucas do Rio Verde – MT. (com Assessoria Verbo Press)


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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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