Mato Grosso lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

Sem Mato Grosso, produção de biomassa nativa teria caído no Brasil em 2025

Mato Grosso assumiu a liderança absoluta na produção de biomassa de origem nativa no Brasil e foi o estado que mais contribuiu para o crescimento desse mercado no país. É o que apontam os dados definitivos da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo IBGE.

Entre 2021 e 2025, o volume de biomassa nativa no estado teve um salto impressionante: cresceu 2,98 milhões de metros cúbicos (m³), superando o crescimento registrado em todo o Brasil no mesmo período, que foi de 2,10 milhões de m³. Com isso, a fatia de Mato Grosso no total nacional disparou de 8,2% para 21,5%.

Enquanto o restante do país viu a madeira nativa perder espaço, Mato Grosso seguiu na contramão.

“Isso reforça a importância de oferecer ao mercado uma biomassa de origem renovável e rastreável”, aponta o presidente da Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa.

Produção estadual mais que dobrou

Sem Mato Grosso, produção de biomassa nativa teria caído no Brasil em 2025
Sem Mato Grosso, produção de biomassa nativa teria caído no Brasil em 2025

No balanço geral, a produção total de biomassa florestal em Mato Grosso mais que dobrou em quatro anos, subindo de 3,4 milhões para impressionantes 8,05 milhões de m³.

O crescimento divide-se em dois grandes motores:

  • Florestas Plantadas: Cresceram 88% (de 1,87 milhão para 3,51 milhões de m³), sendo que cerca de 90% desse volume corresponde à cultura do eucalipto.

  • Espécies Nativas: Registraram um salto de 190%, subindo de 1,56 milhão para 4,54 milhões de m³, passando a responder por 56% de toda a biomassa produzida no estado.

O motivo da virada: agroindústria e novas regras

O consumo de biomassa — utilizada principalmente para alimentar as caldeiras das agroindústrias — disparou na última década em Mato Grosso.

Até 2023, as florestas plantadas lideravam essa oferta e respondiam por 73% do total. No entanto, a partir de 2024 o cenário mudou. O movimento ocorreu após o órgão ambiental estadual autorizar, em 2022, que grandes indústrias consumidoras utilizassem biomassa proveniente de supressão vegetal legalizada.

Para o presidente da Arefloresta, o setor produtivo soube se antecipar às demandas do mercado: “Temos área, tecnologia e capacidade para crescer junto com o mercado, garantindo origem conhecida e fornecimento estratégico para o desenvolvimento de Mato Grosso”, conclui Takizawa.


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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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