O que você precisa saber
- Adilson Honorato reconhece que candidatos vindos da TV não se elegeram em 2024.
- Para ele, notoriedade profissional não se traduz automaticamente em votos.
- Ele diz nunca ter se colocado como protagonista ao longo dos 31 anos de carreira.
- Defende cobertura igualitária de todos os candidatos pela imprensa neste pleito.
Questionado sobre o desafio de ser eleito deputado federal vindo de uma carreira consolidada em rádio e televisão, justamente em um cenário no qual, segundo dados de 2024, nenhum candidato oriundo desse meio conseguiu se eleger, Adilson Honorato reconheceu a dificuldade, mas fez questão de reposicionar o debate. Para ele, antes de qualquer vínculo profissional com a comunicação, o que pesa é sua condição de morador de Rondônia, alguém que também sente na pele as dificuldades enfrentadas pela população nos 52 municípios do estado.
Segundo o candidato, a experiência de décadas à frente de microfones e câmeras pode até facilitar o acesso às pessoas, já que muitas já acompanham seu trabalho, mas ele foi enfático ao afirmar que essa proximidade não se traduz automaticamente em votos. Para Honorato, esse é justamente um dos aprendizados novos dessa fase da vida: a notoriedade profissional potencializa um desejo antigo de seguir prestando serviço à sociedade, mas não substitui a apresentação de quem, segundo ele, nunca havia se colocado como protagonista da própria carreira.
“Nunca me coloquei como protagonista”, diz o candidato
Ao longo de 31 anos de atuação em rádio e TV, Honorato afirma ter atuado sempre reportando fatos, deixando que a própria sociedade formasse sua opinião sobre os temas noticiados, e questionando autoridades em busca de soluções para a população. Segundo ele, no entanto, essa trajetória profissional não é, isoladamente, o que o motiva a ser hoje pré-candidato a deputado federal.
“Eu sinto que o que me dá mais condições hoje é ser esse fato novo.” — Adilson Honorato
O que pesa nessa decisão, segundo Honorato, é o acúmulo de histórias que ouviu ao longo desses anos, relatos de luta, de superação e, principalmente, um clamor recorrente da sociedade por renovação política. Ele lembra que, em diferentes momentos da própria vida, chegou a ter aversão à ideia de concorrer a um cargo político, mas hoje enxerga nessa trajetória de comunicador uma espécie de carta de recomendação: alguém que se enraizou em Rondônia, mantém atuação na área de comunicação, construiu histórico profissional sem manchas e também vem empreendendo e gerando empregos em outras frentes do mercado.
Defesa de cobertura igualitária no pleito
Para o candidato, a longevidade de mais de três décadas seguidas na mesma atividade profissional é, por si só, um indicativo de compromisso e seriedade. Segundo ele, a experiência em comunicação oferece a possibilidade de conversar com as pessoas de forma mais próxima, agora fora do papel de apresentador, em um contato direto que ele descreve como parte do compromisso de apresentar uma nova forma de fazer política, pautada pelo respeito ao fato de que o mandato pertence, antes de tudo, à população.
Ao final da fala, Honorato fez um apelo direcionado não apenas ao Eu Ideal, mas a todos os veículos de comunicação: que o pleito eleitoral seja conduzido de forma democrática, garantindo espaço igualitário a todos os candidatos, de modo que o eleitorado tenha condições reais de avaliar cada um dos nomes que buscarão representá-lo nos próximos anos.
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