EUIDEAL – A segurança pessoal de Augusto Cury virou pauta de preocupação dentro de sua própria campanha. Segundo apurado, auxiliares e integrantes da equipe teriam alertado o pré-candidato sobre os riscos de se deslocar em aeronaves particulares — jatinhos ou helicópteros — durante o período eleitoral, recomendando que ele priorize, sempre que possível, voos comerciais.
O lembrete do caso Eduardo Campos
A cautela não seria gratuita. Nos bastidores, aliados teriam relembrado o acidente que vitimou Eduardo Campos, candidato à Presidência em 2014, morto quando a aeronave particular em que viajava caiu em Santos, no litoral de São Paulo. As circunstâncias dos dois casos não guardam relação direta entre si, mas, segundo pessoas próximas à campanha, o episódio segue como um lembrete simbólico de que exposições evitáveis não valem o risco.
“A avaliação interna é de que a integridade física do candidato deve ser tratada como prioridade diante do atual cenário eleitoral.”
Um pacote mais amplo de proteção
A recomendação de evitar voos particulares seria apenas uma parte de um pacote mais amplo de medidas de proteção. Também estaria em avaliação o uso de veículos blindados, coletes à prova de balas e o acompanhamento constante de profissionais de segurança de confiança em todos os deslocamentos do candidato.
Prioridade máxima na avaliação interna
Para quem participa da organização da campanha, a leitura é a de que o cenário eleitoral atual exige que a integridade física de Cury seja tratada como prioridade máxima — acima, inclusive, de eventuais ganhos de agilidade que o transporte particular poderia oferecer em uma agenda de campanha nacional.
Até o momento, a campanha de Augusto Cury não confirmou publicamente a adoção formal dessas medidas.
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