🌤️ 39°C | Nuvens dispersas ⛅

Sinop – MT 📍

27 de setembro de 2026 🗓️

Alta do boi gordo e bezerro abre a melhor janela dos últimos anos para reformar pastagens em Mato Grosso

A pecuária de corte vive um momento estratégico de virada econômica que atinge diretamente os produtores em estados fortes na atividade, como Mato Grosso. Impulsionada pela expressiva valorização da arroba do boi gordo e do bezerro, a relação de troca atual transformou a reforma de pastagens em um dos investimentos mais atrativos dos últimos anos, funcionando como uma oportunidade ímpar para alancar a produtividade das fazendas.

Enquanto o custo nominal para recuperar um hectare — englobando o preparo do solo, plantio, corretivos, fertilizantes e sementes — registrou uma retração de cerca de 13% em relação a 2022 (passando de R$ 5,4 mil para aproximadamente R$ 4,7 mil), a principal “moeda” do pecuarista disparou. Com a arroba saltando de cerca de R$ 210 para patamares em torno de R$ 330, a matemática do campo virou a favor de quem precisa investir na terra.

📉 Menos arrobas para pagar o investimento

A mudança no cenário pode ser medida diretamente na quantidade de produto necessária para cobrir os custos de recuperação da área:

  • Queda histórica na relação de troca: Em 2022, eram necessárias cerca de 20 arrobas por hectare para implantar a reforma. Hoje, esse volume desabou para 11,9 arrobas por hectare, configurando o menor patamar dos últimos anos.

  • Impacto diluído no tempo: Quando o investimento é distribuído no ciclo de cinco anos, o custo anual recuou de aproximadamente quatro arrobas para apenas 2,38 arrobas por hectare em 2026.

  • Projeção otimista para o futuro: O mercado futuro já sinaliza contratos de boi para janeiro de 2027 negociados na casa dos R$ 380 por arroba, o que pode derrubar ainda mais o custo de implantação para cerca de 10,27 arrobas por hectare caso o patamar se confirme.

Segundo Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, o momento exige atenção dos produtores: “Nos últimos quatro anos, esta é a melhor relação de troca para a reforma de pastagens, considerando tanto o preço da arroba quanto o preço do bezerro”. disse ele em entrevista no jornal Diário de Cuiabá.

🐂 Bezerro valorizado e estratégia na retenção de fêmeas

Outro fator de peso que impulsiona o cenário é a disparada no preço do bezerro, que após oscilações nos anos anteriores, chegou a cerca de R$ 3,6 mil em 2026.

A combinação entre preços elevados no ciclo pecuário e as incertezas em parte da agricultura — especialmente em relação à rentabilidade da safrinha — tem gerado um movimento claro de retenção de fêmeas para a produção de bezerros. Para sustentar esse lote com eficiência, a oferta de pasto de qualidade tornou-se indispensável.

Especialistas ressaltam que, embora a relação de troca seja altamente favorável, o investimento exige critério técnico:

  1. Diagnóstico da Propriedade: Priorizar talhões menos degradados ajuda a garantir um retorno financeiro mais rápido com menor volume inicial de recursos.

  2. Análise de Solo: Essencial para dosar com precisão fertilizantes e corretivos (responsáveis por mais de 80% do custo), evitando desperdícios.

  3. Antecipação de Insumos: Planejar a compra antecipada de calcário, adubos e sementes certificadas blinda a operação contra flutuações de mercado.

Com pastagens mais produtivas, o ganho médio diário (GMD) do rebanho aumenta consideravelmente, permitindo diluir o custo inicial do investimento no ganho de peso e consolidando a reforma não como um gasto, mas como o principal motor de eficiência para os próximos ciclos da pecuária mato-grossense.

Google Notícias

Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.


Fonte: [source]

Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.
Please select listing to show.