A marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), espécie classificada como “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, categoria que indica um elevado risco de extinção, foi registrada por equipes da concessionária da usina hidrelétrica Colíder, conforme informou, hoje, a assessoria. O flagra aconteceu durante a execução de programas ambientais em área de preservação permanente entre Nova Canaã do Norte e Colíder.
Considerada de difícil observação na natureza, a marianinha-de-cabeça-amarela habita as copas das árvores mais altas da Amazônia e possui exigências ecológicas específicas para alimentação e reprodução. A combinação desses fatores, associada à perda de habitat e ao tráfico de animais silvestres, faz com que os registros da espécie sejam raros e de grande relevância para o monitoramento da biodiversidade.
Com cerca de 23 centímetros de comprimento, o animal apresenta uma combinação marcante de cores com cabeça alaranjada, face e pescoço amarelos, peito branco e dorso verde. Pertencente à família dos psitacídeos, a mesma dos papagaios e periquitos, é também conhecida como periquito-d’anta, em referência à sua vocalização característica.
De acordo com a assessoria da concessionária, o registro reforça a relevância dos programas ambientais desenvolvidos na região e contribuem para a identificação, o acompanhamento e a proteção da biodiversidade local.
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