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BRB diz que escolheu apenas ativos estratégicos do Master

O Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal, concordou em adquirir os ativos mais saudáveis e estrategicamente relevantes do Banco Master após meses de negociações, disse o CEO do BRB, Paulo Henrique Costa, em entrevista à Reuters na terça-feira.

O acordo, anunciado na sexta-feira e sujeito à revisão pelo Banco Central, ainda está sob processo de diligência que eventualmente poderá reduzir o preço negociado de 2 bilhões de reais, a ser pago em até seis anos, disse o executivo.

As ações do BRB quase dobraram de valor com a notícia do acordo. No entanto, a falta de aprovação regulatória prévia levantou questões sobre o futuro dos ativos remanescentes do Banco Master.

O Master vinha adotando uma estratégia agressiva de crescimento financiada com certificados de depósito de alto rendimento e forte alocação de capital em precatórios, que são ordens de pagamento emitidas pelo Judiciário para quitar dívidas de entes públicos.

Costa disse que o BRB selecionou apenas ativos alinhados com sua atual estratégia de expansão de negócios e base de clientes, excluindo precatórios, direitos creditórios sobre processos judiciais e fundos de investimento contendo ações de empresas, sem conexão com seus planos.

Essa decisão deixou cerca de R$23 bilhões em ativos fora do acordo com o Master, que estava em negociação desde janeiro, disse ele.

“Esta foi uma das condições do nosso contrato”, afirmou Costa em entrevista por telefone.

O BTG Pactual demonstrou interesse em alguns dos ativos do Banco Master que o BRB recusou, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. Em comunicado ao mercado nesta terça-feira , o BTG disse que “sempre analisa oportunidades de consolidação no mercado financeiro que possam trazer valor aos seus acionistas e tenham o suporte do reguladores”.

Costa disse que não participou de nenhuma discussão sobre o que o acionista controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, pretende fazer com os ativos remanescentes após o BRB adquirir 58% de seu capital.

“Os outros 42% pertencem a Daniel, claro. Se ele vai manter isso no futuro ou não, esses são elementos que eu não tenho”, disse Costa.

Procurado pela Reuters, Vorcaro não comentou o assunto.

De acordo com Costa, o BRB informou ao Banco Central sobre a transação acordada na sexta-feira e apresentou documentos relacionados em uma reunião em Brasília na noite de segunda-feira.

O Banco Central tem agora 360 dias para tomar uma decisão, mas Costa disse esperar que a aprovação possivelmente venha mais cedo.

Ele contou à Reuters que a negociação foi conduzida pelo BRB diretamente com o Banco Master, sem intermediários.

O executivo disse que a relação entre o BRB e o Master começou no ano passado, quando a instituição de controle estatal comprou algumas pequenas carteiras de crédito do banco privado. Em janeiro, o Master se aproximou do BRB com a proposta de uma parceria estratégica ou societária, afirmou.

“O Master atua essencialmente no atacado, médias e grandes empresas, serviços de mercado de capitais, câmbio. Além disso, tem um produto destinado a servidores públicos, que é um mercado que o BRB atua de maneira muito forte e que gente não tem, o cartão de crédito consignado”, disse Costa.

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