Distratos imobiliários crescem 27,7% e ultrapassam R$ 2,1 bilhões no primeiro semestre de 2026

O mercado imobiliário brasileiro registrou um avanço significativo no volume de desistências na compra de imóveis durante o primeiro semestre de 2026. Dados de dez incorporadoras com capital aberto apontam que os distratos somaram R$ 2,167 bilhões entre janeiro e junho, crescimento de 27,7% em relação ao mesmo período do ano passado.


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Em 2025, o volume registrado pelas empresas analisadas havia alcançado R$ 1,697 bilhão nos primeiros seis meses do ano. O aumento evidencia as dificuldades enfrentadas por parte dos consumidores para manter os compromissos financeiros assumidos na aquisição de imóveis ainda em construção.

Entre os principais fatores que contribuem para o crescimento dos distratos estão o alto nível de endividamento das famílias, as restrições para obtenção de crédito imobiliário e mudanças em programas voltados à habitação.

A taxa Selic, fixada em 14% ao ano, também pesa sobre os compradores. O problema tende a se tornar mais evidente na entrega das chaves, quando muitos consumidores precisam recorrer ao financiamento bancário para quitar o saldo restante do imóvel.

Com juros mais altos, o custo do financiamento aumenta e pode inviabilizar a continuidade da compra para famílias que haviam adquirido unidades na planta.

Impacto para incorporadoras

O aumento das devoluções também produz reflexos diretos nas contas das incorporadoras. Os imóveis devolvidos voltam para o estoque das empresas e precisam ser novamente comercializados.

Em alguns empreendimentos, a entrega ocorre com apartamentos ainda vazios, situação que pode gerar despesas adicionais. As cotas condominiais referentes às unidades não ocupadas permanecem sob responsabilidade da incorporadora, criando uma pressão financeira sobre as empresas enquanto os imóveis aguardam novos compradores.

O crescimento dos distratos, portanto, revela um cenário de dificuldade tanto para consumidores que não conseguem concluir a aquisição quanto para o setor imobiliário, que enfrenta o desafio de absorver novamente as unidades devolvidas ao mercado.



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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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