O que você precisa saber
- O atual El Niño pode ser o mais intenso desde 1950, segundo a Organização Meteorológica Mundial.
- No Brasil, calor acima do normal é esperado entre setembro e novembro.
- O fenômeno deve pressionar a inflação de alimentos e reduzir o agronegócio em 1,5% no próximo ano.
- Efeitos já afetam a logística global, incluindo o Canal do Panamá.
A Organização Meteorológica Mundial acionou um alerta global ao projetar que o atual episódio de El Niño pode se tornar o mais intenso já registrado desde 1950. As águas do oceano Pacífico já estão até 2°C acima da média histórica, com possibilidade de atingir 4°C, e a expectativa é de que os efeitos do fenômeno se prolonguem até fevereiro de 2027.
Efeito direto sobre a economia brasileira
No Brasil, a previsão é de temperaturas acima do normal em praticamente todo o território nacional entre setembro e novembro deste ano. Além do desconforto térmico enfrentado pela população, o fenômeno deve pressionar diretamente os preços dos alimentos, contribuindo para o aumento da inflação nesse setor específico.
O impacto mais preocupante recai sobre o agronegócio: as projeções indicam uma retração estimada em 1,5% no setor agropecuário brasileiro já para o próximo ano, resultado direto das condições climáticas adversas provocadas pelo El Niño em diferentes regiões produtoras do país.
Impactos previstos no Brasil
- Período: setembro a novembro de 2026
- Temperatura: acima do normal em quase todo o país
- Inflação: pressão sobre os preços de alimentos
- Agronegócio: retração estimada de 1,5% em 2027
Fenômeno já afeta a logística global
Os efeitos do El Niño não se restringem ao Brasil. No Panamá, a seca intensificada pelo fenômeno já obrigou a redução do tráfego no Canal do Panamá, uma das rotas mais estratégicas do comércio internacional, por onde passam cerca de 14 mil navios anualmente e que movimenta US$ 3 bilhões para a economia do país centro-americano.
O cenário climático varia conforme a região do planeta: enquanto a Ásia enfrenta um período de seca extrema, a Europa lida com tempestades mais intensas. Já na América do Sul, o calor se intensifica principalmente nas áreas próximas à Linha do Equador, região que inclui parte do território brasileiro.
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