O elefante Sandro, de 54 anos, que deixou na última quarta-feira o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), onde viveu por mais de quatro décadas, chegou, há pouco, ao Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães. Durante a viagem, a equipe realizou paradas para alimentação, monitoramento e repouso no período noturno. Sandro foi transportado dentro de uma caixa adaptada e climatizada, instalada em uma carreta-prancha. Já próximo ao santuário, a estrutura foi retirada da carreta e colocada em um caminhão menor para o trecho final do trajeto.
As equipes posicionaram a caixa próxima a um setor destinado para cuidados veterinários, e Sandro rapidamente saiu. Em seguida, ele aproveitou um monte de terra, além de comer alguns legumes deixados e bebeu água. O Santuário de Elefantes Brasil está divulgando detalhes da chegada do animal pelas redes sociais. A transmissão já conta com mais de 9 mil pessoas simultaneamente assistindo.
A transferência encerrou uma longa disputa judicial sobre a permanência de Sandro no zoológico paulista. Ele vivia no local desde 1982 e, durante cerca de 20 anos, dividiu o recinto com a elefanta Haisa, que morreu em 2020. Desde então, permaneceu sem a companhia de outro elefante.
A operação começou nas primeiras horas de quarta-feira. Um guindaste foi utilizado para retirar do recinto a caixa metálica preparada para o transporte e colocá-la sobre o caminhão-prancha. Uma equipe do Santuário de Elefantes Brasil acompanhou Sandro durante todo o trajeto até Mato Grosso.
No dia da transferência, moradores realizaram um protesto nas proximidades do zoológico e tentaram impedir a saída do caminhão que transportava o elefante. A Polícia Militar precisou intervir para garantir o prosseguimento da operação. Posteriormente, o presidente do santuário lamentou as hostilidades e afirmou que houve uma tentativa de “promover um caos” por parte do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, e de alguns biólogos.
A transferência foi autorizada em junho deste ano pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, com parecer favorável do Ministério Público. Conforme informações do processo, o recinto onde Sandro permanecida apresentava condições consideradas inadequadas pelas normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), incluindo problemas de drenagem para dejetos e umidade. O espaço também era considerado pequeno para o animal. Imagens anexadas ao processo mostram ainda Sandro em meio a fezes.
No Santuário de Elefantes Brasil, Sandro será acolhido em uma área destinada à espécie. O local atualmente abriga seis elefantas asiáticas: Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby.
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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.