O que você precisa saber
- Estadão e Folha passaram a defender editorialmente a saída de Alexandre de Moraes do STF.
- A Folha fala em renúncia ou, caso não ocorra, em impeachment via Senado.
- O Globo cobra resposta urgente do STF, sem defender diretamente a saída do ministro.
- Editoriais vieram após retirada de sigilo de relatório da PF por André Mendonça.
Os principais jornais do país mudaram de tom em relação à permanência do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). O Estado de S. Paulo e a Folha de S.Paulo passaram a defender editorialmente a saída do ministro da Corte, enquanto O Globo endureceu sua posição e exigiu uma resposta institucional urgente diante das revelações mais recentes envolvendo o Banco Master.
Estadão: fatos já conhecidos justificam a saída
Em texto editorial, o Estadão afirmou que Moraes já não reúne condições para seguir no cargo. O jornal reconheceu que ainda cabe às investigações determinar se houve, de fato, tentativa de interferência nas apurações do caso ou repasse de informações sigilosas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. Mesmo assim, o veículo sustentou que o conjunto de fatos já revelados até aqui seria suficiente, sob a ótica institucional, para justificar a saída do ministro.
Folha vai além e fala em renúncia
A Folha adotou postura ainda mais direta. Em editorial intitulado “A Moraes cabe a renúncia”, o jornal defendeu abertamente que o ministro deixe voluntariamente o cargo, argumentando não haver mais espaço para ele dentro do Supremo. Segundo o texto, caso essa saída não ocorra por iniciativa própria, deveria caber ao Senado dar andamento a um eventual processo de impeachment contra o ministro.
Globo pede reação rápida, sem falar em saída
Já O Globo optou por um posicionamento um pouco distinto dos concorrentes. O jornal também cobrou uma resposta imediata diante das revelações, mas evitou formular sua posição nos mesmos termos adotados pelos outros dois veículos. Em vez de defender diretamente a saída de Moraes, o editorial reforçou a necessidade de uma reação urgente por parte do próprio STF, sinalizando que, caso a Corte demore a se posicionar sobre os questionamentos levantados pelo relatório da Polícia Federal, poderá ser o Senado a tomar a frente do assunto.
Editoriais vieram após liberação de sigilo de relatório da PF
A mudança de tom nos três jornais ocorreu logo depois de o ministro André Mendonça decidir retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal contendo mensagens, documentos, registros de encontros e outros elementos extraídos do celular de Daniel Vorcaro. Entre as informações reveladas estão comunicações atribuídas a contatos entre o banqueiro e Moraes, além de dados sobre um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
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