A família italiana Agnelli reduziu sua participação controladora na Ferrari em cerca de 4%, levantando cerca de 3 bilhões de euros para financiar potenciais novas operações de fusões e aquisições (M&A), informou a holding Exor nesta quinta-feira (27).
A venda ajudará a Exor a reduzir a concentração em seu portfólio de investimentos e garantir recursos para “uma nova aquisição considerável quando tal oportunidade se apresentar”, disse a empresa.
A companhia também pretende usar os recursos para financiar um programa de recompra de 1 bilhão de euros.
A maior parte dos fundos, no entanto, será aplicada em uma única aquisição para aumentar o portfólio da Exor, disse uma fonte próxima à empresa.
A Exor vendeu as ações da Ferrari por 450 euros cada, em um processo de “bookbuilding” conduzido pelos bancos JPMorgan e Goldman Sachs – disse um dos bookrunners nesta quinta-feira.
A Exor não divulgou o preço.
Separadamente, a Ferrari disse nesta quinta-feira que gastou cerca de 300 milhões de euros para adquirir quase 667.000 ações de própria emissão na transação como parte de seu programa de recompra.
A companhia italiana representa cerca de 50% do valor patrimonial líquido da Exor.
Após a venda das ações, que será liquidada em 3 de março, a Exor ainda será a principal acionista da Ferrari, com uma fatia de 20% da empresa e 30% dos direitos de voto.
“Nosso compromisso de permanecer como o maior acionista (da Ferrari) a longo prazo está mais forte do que nunca”, disse o presidente-executivo da Exor, John Elkann, em um comunicado.
Elkann, membro da família Agnelli, também é presidente do conselho de administração da Ferrari.
O negócio não altera um acordo entre a Exor e Piero Ferrari, filho do fundador Enzo e segundo maior investidor da Ferrari, que devem manter direitos de voto combinados próximos a 50%.
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