Furia propõe mobilização contra os altos pedágios da BR-364

O candidato ao governo de Rondônia Furia (PSD), da coligação “Gente que gosta de gente”, colocou a redução dos pedágios da BR-364 entre as principais bandeiras de sua campanha. O candidato defende uma mobilização envolvendo representantes políticos e do setor produtivo para pressionar por mudanças nas tarifas e pela execução das obras de duplicação previstas para a rodovia.


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Durante participação ao vivo no programa Cidade Alerta RO, da SIC TV Cacoal, no dia 7 de setembro de 2026, Furia afirmou que pretende enfrentar a questão dos pedágios e cobrar soluções do governo federal e da concessionária responsável pela rodovia.

“O pedágio é uma briga que vou comprar. Não podemos aceitar a implantação de um pedágio em Rondônia que está acabando com a geração de emprego, que está afastando a vinda de novas empresas para o estado, porque hoje a logística de Rondônia ficou muito ruim, o que já era ruim e agora ficou pior”, afirmou.

Segundo o candidato, o aumento do fluxo de veículos na BR-364 agravou os problemas de circulação e reforçou a necessidade de investimentos na rodovia.

Mobilização com bancada e setor produtivo

Em outra entrevista, Furia defendeu a criação de uma frente suprapartidária para discutir os valores cobrados nos pedágios. A proposta, segundo ele, seria colocada em prática após as eleições e reuniria representantes das bancadas federal e estadual, além de entidades do setor produtivo.

“Desfeitos os palanques eleitorais após as eleições, pretendo reunir toda a bancada federal e estadual para formarmos uma frente suprapartidária que reúna também entidades como Fecomércio, Fiero, representantes do agro e outros interessados em reverter esses valores escorchantes e abusivos”, afirmou.

Para o candidato, a discussão não deve se limitar à redução das tarifas. Ele também defende a efetiva duplicação dos trechos da BR-364 considerados mais críticos.

Durante passagem pela feira agropecuária de Jaru, Furia citou como exemplo um congestionamento registrado na região de acesso ao parque de exposições. Segundo o candidato, a fila de veículos ultrapassou cinco quilômetros, situação que, na avaliação dele, demonstra a necessidade de ampliação da capacidade da rodovia.

Críticas à concessão

Furia também critica o modelo de concessão adotado para a BR-364 e afirma que a população não é contrária à participação da iniciativa privada na administração da rodovia, mas cobra melhorias proporcionais aos valores pagos pelos usuários. No percurso completo entre Porto Velho e Vilhena, um carro paga R$ 144,80 nas sete cobranças previstas. Para veículos pesados, a tarifa é calculada de acordo com o número de eixos. Uma carreta de nove eixos pode pagar R$ 1.303,20 pelo trecho completo.

Ao relembrar a discussão sobre a concessão em Brasília, o candidato criticou a atuação da bancada de Rondônia durante o processo.

“Nós votamos em senadores em que um foi para defender e outro para se omitir. Nossa bancada na Câmara cochilou, a bancada no Senado cochilou mais ainda”, declarou.

O candidato reforçou que sua crítica é direcionada principalmente aos valores cobrados e à falta de contrapartidas que considera necessárias.

“A sociedade não é contra a privatização. É contra os valores absurdos que são cobrados sem a devida contrapartida, especialmente a duplicação que não veio. O que nós precisamos fazer é brigar para baixar o preço desse pedágio, cobrar da empresa que traga solução de duplicação, e a gente precisa ir para cima do governo federal, eles precisam resolver”, afirmou.

Outros debates levantados

A discussão sobre a concessão ocorre também em meio a preocupações com a segurança dos usuários da BR-364.

Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgados pelo G1 Rondônia, apontam que, apenas nos primeiros 27 dias de agosto de 2026, 19 pessoas morreram em acidentes na rodovia. O número supera as 11 mortes registradas durante todo o mês de agosto de 2025.

O início da cobrança dos pedágios também foi questionado judicialmente, enquanto o setor produtivo chama atenção para o impacto das tarifas sobre os custos de transporte. Segundo cálculos da Aprosoja Rondônia publicados pelo site Notícias Agrícolas, os novos custos podem representar um aumento de até R$ 4 por saca de soja transportada no trajeto entre Vilhena e Porto Velho.

Em entrevista ao Canal Rural, o presidente da Aprosoja Rondônia, Jair Roberto Gollo, afirmou que o custo adicional tende a ser repassado pelas transportadoras aos produtores. A entidade também questiona o início antecipado da cobrança, que, segundo a reportagem, pode afetar contratos de frete firmados antes da entrada em operação dos pedágios.

Produtores rurais de Rondônia têm demonstrado preocupação com o aumento dos custos logísticos no estado, especialmente após a concessão da BR-364. Além do impacto financeiro, o setor questiona a ausência de melhorias imediatas na infraestrutura da rodovia após o início da cobrança.



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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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