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O Grupo Toky, responsável pelas marcas Tok&Stok e Mobly, encerrou o segundo trimestre de 2026 com um prejuízo líquido de R$ 232,7 milhões, conforme balanço divulgado na madrugada deste sábado (15). O resultado representa uma forte deterioração em relação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia havia perdido R$ 88,9 milhões.
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A situação financeira também aparece nos principais indicadores operacionais. Entre abril e junho, a receita líquida somou R$ 207,1 milhões, uma retração de 37,3% na comparação anual.
Outro sinal de piora veio do Ebitda, indicador utilizado para avaliar o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização. O resultado ficou negativo em R$ 156,2 milhões no trimestre. Um ano antes, o grupo havia registrado Ebitda positivo de R$ 19,4 milhões.
O volume bruto de vendas, representado pelo GMV, também recuou. Foram movimentados R$ 295,2 milhões no período, aproximadamente 32% abaixo do registrado no segundo trimestre de 2025.
Os números são divulgados em meio a uma fase delicada para o grupo. Em maio, o Grupo Toky entrou com pedido de recuperação judicial, informando à época possuir mais de R$ 1 bilhão em dívidas.
A companhia atribuiu a crise a uma combinação de fatores que vêm pressionando o segmento de móveis e decoração. Entre eles estão a elevação dos juros, o maior comprometimento financeiro das famílias e as dificuldades de acesso ao crédito, cenário que, segundo a empresa, prejudicou o ritmo de vendas e aumentou a pressão sobre o caixa.
Antes de recorrer à Justiça, o grupo já mantinha tratativas com credores para tentar reorganizar os débitos relacionados à Tok&Stok. A estratégia, porém, não foi suficiente para impedir o avanço do endividamento.
Com a recuperação judicial, a empresa pretende reorganizar suas obrigações financeiras e criar condições para manter as atividades das marcas. O processo foi apresentado à Justiça de São Paulo e tramita sob sigilo.
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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.