Dos R$ 4,6 milhões previstos no orçamento de Rondônia para ações relacionadas ao combate à violência contra a mulher, somente R$ 6,8 mil teriam sido executados, o equivalente a 0,15%. O dado foi apresentado pelo candidato ao Governo Hildon Chaves (União Brasil) durante a assinatura do Pacto em Defesa da Democracia e Combate à Desinformação nas Eleições, realizada nesta quarta-feira (19), na sede da OAB Rondônia.
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Durante sua manifestação, Hildon chamou atenção para a diferença entre os valores previstos e aquilo que efetivamente foi aplicado. Segundo ele, a existência de recursos no orçamento não garante, por si só, que políticas de proteção sejam colocadas em prática.
“Ser gestor é fazer escolhas. Nós temos que escolher a vida, a integridade física das nossas mulheres. Nós temos que utilizar os nossos recursos com responsabilidade”, afirmou.
O candidato também relacionou a discussão orçamentária aos índices de violência registrados no estado. De acordo com levantamento citado por Hildon, Rondônia terminou 2025 com a segunda maior taxa de feminicídios do país, chegando a 2,9 casos para cada 100 mil mulheres, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Para o candidato, o cenário reforça a necessidade de transformar os valores previstos no orçamento em ações concretas de prevenção, atendimento e proteção às vítimas.
Propostas para a segurança das mulheres
O combate à violência contra a mulher aparece entre as prioridades apresentadas por Hildon em seu Plano de Governo 2027-2030.
Entre as medidas defendidas estão a ampliação da Patrulha Maria da Penha para os municípios de Rondônia e o fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.
O plano também prevê a criação, nos primeiros 100 dias de uma eventual gestão, de um Plano Integrado de Redução do Feminicídio, reunindo diferentes áreas do poder público, como segurança, saúde, assistência social, educação e Justiça, além da participação dos municípios.
A proposta apresentada pelo candidato busca integrar os serviços públicos para ampliar a capacidade de prevenção e resposta aos casos de violência contra mulheres no estado.
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