Atual líder da Liga Mundial de Surfe (WSL), Ítalo Ferreira sonha com a conquista do bicampeonato mundial em 2026. O brasileiro se prepara para encarar as temidas ondas de Cloudbreak, em Fiji, onde pode dar mais um passo importante na briga pelo título.
Apesar do bom momento na temporada, o palco da próxima etapa ainda representa um desafio: o potiguar busca sua primeira vitória no país da Oceania.
“Fiji já era uma das etapas que eu tinha na minha lista de lugares do mundo onde adoraria vencer e que pode representar uma grande oportunidade neste momento. Mas também mantenho os pés no chão e o objetivo de fazer, claro, um bom resultado, independentemente da vitória”, disse em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.
“Claro que, quando você entra em uma competição, quer vencer, mas estou trabalhando passo a passo. Não quero antecipar nenhum momento, até porque venho nesse ritmo desde o início do ano. Tem sido incrível. Os resultados das últimas competições me deram muita confiança e também muita vontade de continuar performando e fazendo o meu melhor”, ampliou.
(Foto: Matt Dunbar/World Surf League)
Chega de frustrações
Ítalo foi campeão mundial em 2019. De lá para cá, bateu na trave em algumas oportunidades. Em 2021, ficou na terceira colocação, enquanto em 2022 e 2024 foi vice. Entre 2021 e 2025, a WSL foi decidida no Finals. Em vez de o título ser decidido pela soma de pontos ao longo da temporada, os cinco melhores surfistas do ranking disputavam uma etapa final em sistema mata-mata.
Para esta temporada, no entanto, a entidade promoveu uma mudança no regulamento. O calendário conta com 12 etapas: nove da temporada regular, duas da pós-temporada e o tradicional Pipe Masters, em Pipeline, responsável por encerrar a disputa pelo título mundial. O campeão será definido pela soma dos nove melhores resultados de cada atleta ao longo da temporada, com a etapa havaiana tendo pontuação ampliada e peso decisivo na corrida pelo troféu.
Com sete etapas já concluídas, Ítalo Ferreira chega em Fiji com 39.930 pontos, 5.000 a mais que o italiano Leonardo Fioravanti, atual segundo colocado.
(Foto: Hannah Anderson/World Surf League)
“Nos últimos anos fui chegando bem perto, e agora também está sendo um momento incrível. Claro que tenho um grande desejo e uma enorme vontade de conquistar mais um título, e isso está sendo trabalhado. Estou evoluindo. Procuro não criar muita expectativa nem dar passos à frente do momento. Acho que o mais inteligente é viver o presente e aproveitar as oportunidades que aparecem agora, pensando nas próximas competições”, disse.
“Este ano tem sido bem diferente. Tivemos atletas vencendo etapas pela primeira vez e alcançando resultados importantes. Está sendo uma temporada muito disputada, independentemente de você estar na liderança ou mais abaixo no ranking. De certa forma, tem sido um aprendizado para todos”, completou.
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Fiji Pro
A etapa Cloudbreak, em Fiji, começa nesta terça-feira e vai até o dia 4 de setembro. Ítalo estreia no Round 2, contra o vencedor do duelo entre os sul-africanos Luke Thompson e Matthew McGillivray.
“Fiji representa um grande momento para mim. É uma onda que combina com o meu surfe e, se eu conseguir concentrar e usar minha energia nos momentos certos, acredito que posso fazer uma boa campanha e me consolidar entre os primeiros colocados do ranking”, comentou o brasileiro.
Gabriel Medina é o único brasileiro a conquistar o título do Fiji Pro, com vitórias nas edições de 2014 e 2016.
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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.