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Juros futuros sobem com investidores à espera de tarifas dos EUA

As taxas dos DIs fecharam a quarta-feira (2) com leves ganhos entre os contratos mais longos, com investidores demonstrando cautela antes da divulgação das novas tarifas de importação dos EUA, programadas para o fim da tarde, numa sessão em que o dólar se manteve em leve alta ante o real na maior parte do tempo.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 15,005%, ante o ajuste de 14,987% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,845%, ante o ajuste de 14,84%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,77%, ante 14,731% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,79%, em alta de 5 pontos-base ante 14,742%.

A expectativa antes do anúncio das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, marcado para as 17h (horário de Brasília), conduziu os mercados ao redor do mundo.

Nos EUA os rendimentos dos Treasuries subiam entre 3 e 5 pontos-base à tarde, dependendo do prazo, enquanto o dólar sustentava ganhos ante moedas de países exportadores de commodities e emergentes, como o real, o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

O cenário era de cautela antes da divulgação das tarifas de Trump, o que também influenciava a alta das taxas futuras na curva brasileira.

“A abertura está ocorrendo na curva inteira, tanto nos vértices de curto prazo quanto nos de longo prazo, por conta da expectativa em relação ao que pode sair nos EUA”, pontuou no meio da tarde João Ferreira, sócio da One Investimentos.

“Dado o nível de imprevisibilidade, negocia-se com um certo prêmio, independentemente do vencimento”, acrescentou.

Um dos mais líquidos, o DI para janeiro de 2027 registrou a taxa máxima de 14,93% (alta de 9 pontos-base ante o ajuste anterior) às 14h18, em um momento em que os yields dos Treasuries de dez anos também estavam próximos do pico do dia.

No restante da tarde as taxas se reaproximaram da estabilidade nos vencimentos até janeiro de 2029, enquanto os prêmios dos DIs mais longos sustentaram leves ganhos.

A expectativa antes do anúncio das tarifas colocou em segundo plano o noticiário interno, embora o dia tenha sido de falas de autoridades da área econômica.

Em evento em Brasília, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu que o trabalho para desobstruir os canais de transmissão da política monetária no Brasil vai demandar uma série de reformas. Segundo ele, a fluidez desses canais de transmissão não funciona tão bem no Brasil quanto em outras economias, em função de fatores como o crédito subsidiado.

“Desobstruir esses canais, normalizar esses canais para que a gente possa ter doses menores do remédio fazendo o mesmo efeito no paciente, é um desafio, acho que geracional”, disse Galípolo.

No mesmo evento, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o anúncio de tarifas dos EUA preocupa, mas o governo está calmo, porque sabe usar a diplomacia para lidar com momentos como este.

Uma das principais dúvidas no governo e no mercado diz respeito aos eventuais impactos das tarifas sobre a economia dos EUA e, em paralelo, sobre a inflação e o crescimento do Brasil.

Na terça-feira (1º) — atualização mais recente — o mercado de opções de Copom da B3 precificava 67% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em maio (ante 64,50% na véspera) e 19% de chances de elevação de 75 pontos-base (21% na véspera), contra apenas 7,50% de probabilidade de alta de 25 pontos-base (7% na véspera).

Às 16h46 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 4 pontos-base, a 4,199%.

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