Mais Card é confiável? Veja riscos e reclamações

O Mais Card é uma fintech identificável, mas ainda não possui histórico suficiente para comprovar a confiabilidade de seu novo serviço. A empresa oferece cartão Mastercard sem anuidade e análise de crédito sem consulta ao SPC ou à Serasa. No entanto, a exigência de uma recarga inicial de R$ 25 e as dificuldades relatadas por consumidores levantam dúvidas sobre o funcionamento da plataforma.

Em 30 de outubro de 2026, usuários relatavam problemas para movimentar o dinheiro depositado e acessar recursos anunciados pela empresa. A própria operadora reconheceu instabilidades no aplicativo durante a semana de lançamento. Esses episódios não comprovam que o Mais Card seja um golpe, mas indicam que os consumidores devem avaliar as condições antes de depositar dinheiro.

Quem é a empresa responsável pelo Mais Card?

De acordo com os termos oficiais, o Mais Card é operado pela MAIS UP Instituição de Pagamento Ltda., registrada no CNPJ 69.105.317/0001-99, com sede em Goiânia (GO). O cadastro empresarial está ativo e a companhia foi aberta em setembro de 2026.

Outro dado merece atenção: o rodapé do site oficial também apresenta a MAIS UP Ltda., inscrita no CNPJ 54.252.269/0001-94. Essa segunda empresa está ativa, atua no setor de tecnologia e foi constituída em 2024, no mesmo endereço.

A existência de dois registros empresariais não significa, por si só, que exista alguma irregularidade. Mesmo assim, o consumidor deve conferir qual pessoa jurídica aparece no contrato e quem será o destinatário de uma eventual transferência via Pix.

Embora seja comum encontrar pesquisas pelo termo banco Mais Card, o produto é apresentado como uma fintech de pagamentos e crédito. Uma empresa registrada como instituição de pagamento não deve ser automaticamente considerada um banco autorizado. Para verificar sua situação regulatória, é possível consultar o serviço Encontre uma Instituição, disponível no site do Banco Central, utilizando o nome empresarial ou o CNPJ.

Por que o Mais Card exige uma recarga de R$ 25?

Depois da aprovação cadastral, o aplicativo solicita um depósito inicial de R$ 25 para ativar a conta. Nos termos do cartão, a empresa afirma que o valor não corresponde a uma anuidade ou taxa de emissão.

Segundo informações fornecidas pela própria operadora em respostas a consumidores, o dinheiro permanece na Carteira+ como saldo reservado. A quantia só fica disponível depois do primeiro uso do cartão ou de um serviço elegível, como o MAIS Parcelado.

O problema está na possibilidade de o cliente pagar sem conseguir utilizar os recursos imediatamente. A empresa informa que a entrega do cartão físico pode levar até 35 dias corridos após a emissão. Em uma resposta publicada em 30 de outubro, também declarou que o cartão virtual ainda não estava disponível e que o MAIS Parcelado era liberado gradualmente.

Na prática, isso significa que um consumidor pode ter o cadastro aprovado e os R$ 25 depositados, mas continuar sem acesso às funcionalidades que permitiriam movimentar o saldo.

É possível recuperar os R$ 25?

Nas reclamações analisadas, a empresa orienta os clientes a solicitar a devolução pelo atendimento. Cada pedido passa por uma avaliação individual. Entretanto, as respostas consultadas não estabelecem uma garantia de estorno automático ou imediato.

Por isso, antes de realizar a recarga, é importante entender as regras de cancelamento, os critérios para liberar o dinheiro e o prazo previsto para uma eventual devolução.

Reclame Aqui mostra avaliações positivas, mas há ressalvas

O perfil da MAIS Card no Reclame Aqui aparece como verificado e apresenta reputação classificada como Ótima, com nota 9,8 de 10. A página também informa que 100% das reclamações foram respondidas e resolvidas.

Esses indicadores, porém, precisam ser analisados considerando o período avaliado. Os números correspondem aos registros entre 1º de abril e 30 de setembro de 2026, quando a plataforma recebeu apenas 20 reclamações.

Portanto, a avaliação não representa necessariamente a experiência dos consumidores que começaram a utilizar o serviço depois da abertura dos cadastros, em 22 de outubro.

As manifestações mais recentes apontam problemas como:

  • R$ 25 mantidos como saldo reservado;
  • Indisponibilidade temporária de transferências via Pix;
  • Dificuldades para entrar no aplicativo;
  • Solicitações de cancelamento e reembolso;
  • Dúvidas sobre a liberação do cartão virtual.

Em respostas de 30 de outubro, a empresa reconheceu falhas no aplicativo nos dias 28 e 29 e informou que estava realizando ajustes. Uma reclamação publicada no próprio dia 30 foi encerrada pelo consumidor como não resolvida.

Também existem manifestações sobre a entrega dos cartões físicos. Nesse caso, é necessário considerar o prazo de até 35 dias informado pela empresa. Pedidos recentes ainda podem estar dentro da previsão de entrega. As principais preocupações, neste momento, envolvem a disponibilidade das funções, a liberação do saldo e as condições de reembolso.

Como funciona o aplicativo e o cartão Mais Card?

O aplicativo MAIS Card está disponível na Google Play, para celulares Android, e na App Store, para iPhones. Nas lojas oficiais, o desenvolvedor aparece identificado como MAIS UP.

A proposta comercial inclui cartão Mastercard sem anuidade, limite inicial de até R$ 1.500, sujeito à análise, compras por aproximação, carteira digital, programa de pontos +Coins e a modalidade MAIS Parcelado.

A promessa de não consultar SPC ou Serasa não significa aprovação automática de crédito. Mesmo pessoas com restrições no CPF precisam passar pelo processo de avaliação e validação de identidade, que pode incluir o envio de documentos e uma selfie.

A presença do aplicativo nas lojas oficiais ajuda a identificar o programa correto, mas não comprova que todos os recursos estejam funcionando ou que a operação financeira esteja livre de riscos.

Outro cuidado envolve empresas com nomes semelhantes. O MAIS Card, disponível no endereço soumaiscard.com.br, não é o mesmo produto que o Cartão Mais!, associado à Credsystem. Antes de instalar um aplicativo ou realizar qualquer pagamento, confira o desenvolvedor, o endereço eletrônico e a empresa responsável pelo serviço.

Como pedir o dinheiro de volta após pagar os R$ 25?

Quem já realizou a recarga e deseja cancelar o serviço deve reunir os comprovantes da operação. Entre os documentos importantes estão o recibo do Pix, a captura de tela do saldo reservado, a confirmação da emissão do cartão e as mensagens trocadas com o suporte.

Em seguida, o consumidor pode formalizar o pedido de cancelamento e reembolso pelos canais de atendimento divulgados pela empresa:

É recomendável solicitar um número de protocolo, guardar a resposta por escrito e pedir informações claras sobre o prazo para receber o dinheiro. Se o problema não for resolvido, o consumidor pode procurar o Procon ou registrar uma manifestação no Consumidor.gov.br, caso a empresa esteja cadastrada na plataforma.

Quando contestar um Pix pelo banco?

Se houver indícios concretos de fraude, como contato de um falso atendente, aplicativo clonado ou transferência para uma pessoa desconhecida, o cliente deve avisar imediatamente o banco de origem do pagamento.

Nessas situações, é possível solicitar uma análise pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. Segundo as regras do Banco Central, o pedido relacionado a uma fraude pode ser apresentado em até 80 dias após a transação. Entretanto, o MED não funciona como estorno automático para problemas de atendimento ou simples desacordos comerciais.

O banco analisa as circunstâncias da operação e a possibilidade de recuperação dos valores. Por isso, quanto mais rápido o consumidor comunicar uma suspeita de fraude, melhor.

Vale a pena confiar no Mais Card?

O Mais Card possui empresas identificáveis, aplicativo nas lojas oficiais e um produto com condições comerciais divulgadas. Entretanto, esses elementos não são suficientes para comprovar a confiabilidade da operação no uso diário.

As reclamações registradas após o lançamento, especialmente sobre o saldo reservado de R$ 25, as falhas no aplicativo e a liberação gradual das funcionalidades, mostram que ainda existem pontos que precisam ser esclarecidos.

Para quem ainda não fez o cadastro, a recomendação é não depositar dinheiro contando com acesso imediato ao limite ou possibilidade de saque dos R$ 25. Antes de concluir a operação, confira as funções disponíveis, leia os contratos e entenda as condições de cancelamento.

Para quem já realizou o pagamento, guardar os comprovantes e formalizar qualquer solicitação de reembolso são medidas importantes. O Mais Card existe como produto financeiro, mas sua confiabilidade ainda depende da capacidade da empresa de resolver as falhas relatadas e oferecer condições claras aos consumidores.

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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.

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