Mato Grosso deve ampliar a produção de etanol de milho na safra 2026/27, com volume estimado em 7,33 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 7,33 bilhões de litros. A projeção representa crescimento de 18,67% em relação ao ciclo anterior e reforça a posição do estado na produção nacional do biocombustível.
O avanço da indústria e as oportunidades de agregação de valor à produção agrícola estiveram entre os temas discutidos durante uma visita técnica do Conselho Temático da Agroindústria (Coagro), da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), à unidade da Fueling Sustainability (FS), em Lucas do Rio Verde.
Realizada na terça-feira (13), a atividade marcou a primeira visita técnica do conselho à indústria, que produz etanol exclusivamente a partir do milho. A programação também incluiu a terceira reunião ordinária do Coagro em 2026, com discussões sobre o cenário estadual do biocombustível.
O conselho é presidido por Cleiton Gauer, superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Industrialização amplia demanda por milho em Mato Grosso
Além do crescimento na produção de etanol, as estimativas indicam aumento no volume de milho destinado ao processamento industrial. Para a safra 2026/27, a previsão é de que sejam utilizadas 16,36 milhões de toneladas do grão na fabricação do biocombustível, alta de 18,52% em comparação com a temporada anterior.
Caso as projeções se confirmem, Mato Grosso deverá responder por 61,62% da produção nacional de etanol de milho.
O cenário está relacionado à ampliação da capacidade produtiva das usinas em operação e à entrada de novas unidades no mercado. O movimento fortalece a demanda interna pelo milho mato-grossense e amplia as possibilidades de processamento da matéria-prima dentro do próprio estado.
Para o setor agropecuário, a expansão representa uma oportunidade de diversificar os mercados consumidores do grão, agregando valor à produção e fortalecendo a integração entre agricultura e indústria.
“ O etanol de milho vem ganhando destaque em Mato Grosso nos últimos anos, impulsionado pelo crescimento da produção no estado. Esse movimento traz desafios, mas também abre oportunidades para agregar valor à matéria-prima e fortalecer o setor”, destacou Cleiton Gauer.
O dirigente também ressaltou a contribuição do biocombustível para a diversificação das fontes de energia e para a descarbonização da matriz energética brasileira.
Estado conta com 19 usinas de etanol em operação
Em 2026, Mato Grosso conta com 19 usinas de etanol em operação, distribuídas em 17 municípios. Além das unidades existentes, há três projetos para construção de novas indústrias, com expectativa de conclusão até o final de 2027.
A expansão acompanha o crescimento do processamento de milho e o desenvolvimento da cadeia de biocombustíveis no estado, que busca aproveitar a disponibilidade de matéria-prima para ampliar a produção industrial.
Nesse contexto, Lucas do Rio Verde ocupa um lugar importante na história do setor. Inaugurada em 2017, a unidade da FS foi a primeira indústria brasileira a produzir etanol exclusivamente a partir do milho, consolidando a participação do município no desenvolvimento desse segmento.
A visita do Coagro permitiu aos representantes conhecer as operações industriais e as práticas adotadas pela empresa, além de discutir os desafios e as perspectivas para o crescimento da atividade.
FS destaca sustentabilidade na produção de etanol
Durante a visita, o analista de relações institucionais da FS, Pedro Liendo, destacou o potencial da indústria para agregar valor à produção agrícola e ampliar o aproveitamento dos recursos disponíveis.
Ele também ressaltou a importância de compartilhar informações sobre o processo industrial e as práticas de sustentabilidade adotadas pela empresa.
“O etanol de milho já nasceu com essa perspectiva de sustentabilidade. É uma indústria que busca utilizar fontes sustentáveis, principalmente na geração de energia, e incorporar essas práticas ao processo produtivo. Aqui na FS, por exemplo, 100% da nossa energia é sustentável”, afirmou Liendo.
A expansão da produção de etanol de milho sinaliza o fortalecimento da agroindústria mato-grossense, com reflexos sobre o processamento de grãos, a diversificação dos mercados e a integração entre as cadeias agrícola e energética.
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Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.